A Star is a born
No fim do ano passado foi assistir o filme "Nasce uma estrela" (A Star is a born) na Casa das Artes e simplesmente adorei toda a produção. Diferente do que muitas pessoas pensam (A star is a born) não é um filme sobre a vida de Lady Gaga, e sim uma história sobre uma garota que canta e compõe canções e que quando menos espera conhece Jackson, um grande astro do Rock.
Sou suspeita porque música é o meu mundo e tudo o que retrate esse meio, regra geral, eu gosto, mas atrevo-me a dizer que mesmo uma pessoa que não tenha grande afinidade por música vai gostar. O filme é um melodrama de estúdio como já não se fazem - para gáudio de alguns, dada a injusta má fama que o género tem - e há que dizer, é um filme do caraças.
Em vez de Bradley Cooper como realizador podíamos ter tido Clint Eastwood e em vez de Lady Gaga podíamos ter visto Beyonce no grande ecrã. Era assim que estava pensado... mas Beyoncé desistiu do papel, Clint Eastwood também saiu do projecto e quando já se pensava que ninguém ia pegar neste remake (o original de 1937) eis que Bradley Cooper decide arriscar. Pegou e a meu ver, ganhou.
Lady Gaga. Uma surpresa. Nunca foi grande fã... a verdade é que no filme adorei, com pouca make up e morena, só o vozeirão. Aqui Gaga literalmente despe-se das suas tradicionais performances extravagantes e entraga-se ao papel de uma jovem cantora. Precisava mesmo deste parêntese para falar de Lady Gaga neste papel, porque só a conseguia ver em figuras excêntricas e esqueci-me de apreciar a voz dela. Neste filme percebi como ela é incrível a cantar, proprietária de uma das melhores vozes do seu tempo. Lady Gaga optou por gravar as cenas de música AO VIVO, porque ela não queria simplesmente fazer playback!! E, além disso, também temos uma mãozinha dela em parte das letras, escritas exclusivamente para o filme. Foi ela que me surpreendeu a todos os níveis e é por ela que acho que este filme está imperdível. Sinto que ela faz um bocadinho dela mesma na vida real - jovem introvertida que sonha com uma carreira musical e acaba por vingar - mas está um espanto na mesma.
Bradley Cooper como actor é excelente (mais uma vez prova porque está entre os melhores) mas como realizador tinha as minhas dúvidas. Para este filme Bradley Cooper teve aulas de voz e de guitarra e algumas das cenas foram filmadas durante os principais festivais de verão. Cooper é citado como uma das pessoas mais influentes e poderosas na indústria de entretenimento americano, assim como um dos homens mais atraentes do mundo por vários meios de comunicação.
A história anda à volta de Ally que tem um talento indiscutível para cantar e compor, porém, nenhuma editora lhe dá uma oportunidade por não se enquadrar no padrão "popstar". Quando conhece Jackson Maine - uma estrela de música country por quem se apaixona - e se vê, a pedido dele num palco, em frente a um público gigantesco e a cantar a sua música, a sua vida muda para sempre. E enquanto Ally ascende para um novo patamar, apenas reservado á fama, ao estrelato e ao sucesso, Jackson vai caindo no esquecimento do público pelo abuso de álcool e drogas. O relacionamento dos dois, no entanto, é abalado pelas recorrentes recaídas de Jack, que se afunda mais e mais enquanto Ally alcança o seu auge profissional. Muitas vezes descrito como um filme sobre música e uma história de amor. Creio que mais visceral que isso, é uma história sobre lealdade. Lealdade para com quem amamos - nos bons e maus momentos. Um filme sobre superações, dificuldades e confrontos (internos e externos) que as personagens vivem. Com um final que começa a ser previsível a meio do filme não chega para evitar as lágrimas nas cenas finais.
Além da história abordar um drama real, que é o facto dos artistas bem sucedidos refugiarem-se no mundo negro, consegue tocar em temas bem actuais como a fama e o sucesso. E levanta alguns temas cruciais como a beleza o talento e a auteticidade.
Ally (Lady Gaga) é uma miúda que adora cantar, mas que sempre lhe disseram que era demasiado feia, porque tinha um nariz muito grande. Ela deixa que isso a bloqueie e trabalha num restaurante enquanto canta num bar, á noite. Até que ponto consideramos que a beleza é um motivo para termos mais ou menos oportunidades!? A resposta é. . Até ponto nenhum o nosso aspecto não diz nada sobre nós. Mas, não sejamos hipócritas, isso ainda move o mundo em que vivemos, infelizmente. Durante o sua subida para o estrelato Jack dá-lhe o melhor conselho que se pode dar a alguém. Para ela ser autêntica, para ser ela própria, para ser genuína. É o facto de nos mantermos fiéis àquilo em que acreditamos que faz de nós melhores, em qualquer área da nossa vida. Não é o nosso aspecto que define o nosso talento e a nossa autenticidade.
O resto é bom gosto, dignidade e algumas das lágrimas mais genuínas que já caíram numa história destas. Podemos já ter visto isto, podemos saber onde tudo vai acabar, mas a alma está lá, das grandes até às micro-coisas, desde a maneira como Ally (Gaga) cobre a cara de vergonha a cantar Shallow pela primeira vez perante milhares de pessoas,até ao cabelo que Jackson (Cooper) )lhe afasta dos olhos, num diálogo intimista.
A banda sonora é assim qualquer coisinha. Adoro a música "Shallow" que venceu nos globos de ouro como melhor canção original, e hoje em dia passa em loop cá em casa e no carro, mas também gosto muito da música " Always remember us this way". Saímos do cinema e fomos logo pesquisar todas as músicas.
É um filme que fica no coração. Eu acho que é pela música. Sempre pela voz da música.
Alguém por aí já assistiu ao filme?
Boa semana para todos
domingo, 27 de janeiro de 2019
domingo, 20 de janeiro de 2019
Filme La La Land
Filme La La Land
Os dias tem sido bem gelados, de um frio seco que se entranha em cada poro. Só uma ideia me passa pela cabeça. Posso hibernar?
O primeiro post do ano 2019 é sobre o filme que passou na RTP, na noite do dia um de Janeiro. Já viram o filme? O que acharam?
Um filme com tantas nomeações, críticas fascinantes e entusiásticas, um filme que era impossível não ter curiosidade de assistir. Um filme tão badalado e que toda a gente falou em 2017, mas que eu ainda não tinha assistido.
O filme foi nomeado para 14 Óscares, record que só foi conseguido em toda a história do cinema por "Titanic" e "Eva".
Nos Globos de ouro de 2017 "La La Land" teve o record de mais prémios conquistados, com sete vitórias: melhor filme de comédia ou musical, melhor director, melhor actor, melhor actriz, melhor roteiro, melhor banda sonora e melhor canção por " City of Stars".
Antes de mais, devo dizer, que adoro musicais. Gostei do "Fantasma da Ópera", "Mamma Mia" e o meu preferido de todos o "Moulin Rouge" .
Quando acabei de ver este filme desejei que a minha vida se transformasse num musical. A banda sonora é fantástica, principalmente a música original "City of Stars" (que não me saiu da cabeça durante as últimas semanas), está muito catchy e envolvente, o mínimo que se pede de um musical.
Todos os detalhes tornam o musical numa ideia refrescante, que honra os clássicos mas que traz inovação que nos fascina e nos prende. Eu adoro estes filmes que não nos deixam indiferentes, que durante a semana nos deixam a pensar nele vezes sem conta.
A escolha dos actores é fantástica, principalmente os protagonistas Ryan Gosling que é maravilhoso (até aprendeu a tocar piano) e Emma Stone que neste filme provou ser uma actriz para lá de completa, ela canta (e bem) ela dança (e bem) ela representa (e muito bem) e ela é linda de morte.
Eles tem a química perfeita e prendem-nos ao ecrã do início ao fim, com as suas falas, canções, danças, com todos os pormenores técnicos e musicais, coreografias, guarda-roupa vintage muito colorido que é um must e os cenários que nos transportam para um mundo de clássicos e fantasia.
O filme foi gravado em apenas 42 dias percorrendo cerca de 50 locoções e mostrou lugares pintorescos e grandes clássicos de Los Angeles.
Mia é uma empregada de café, localizado nos estúdios da Warner. Apesar de ser talentosa, a actriz tem dificuldades em conseguir um trabalho na área. Sebastian é um pianista formidável e apaixonado por jazz, o seu sonho é perpetuar essa vertente mudical com um bar que toque apenas jazz livre e puro.
Os dois conhecem-se num período de dificuldades nas suas carreiras e depois da primeira impressão ruim, apaixonam-se.
Porém esse amor passa por diversas provações, enquanto os dois buscam por oportunidades de emprego numa cidade tão competitiva.
"La La Land" toca-nos no coração, porque é real. Fala de pessoas como todos nós, que tem sonhos, objectivos, por vezes irrealistas aos olhos dos outros e que tem as suas qualidades e defeitos, frustrações, desespero, lutas e fracassos. Este é o filme para aqueles que sonham, aliás acho mesmo uma "ode aos sonhadores", para aqueles que são derrubados vezes sem conta pelos obstáculos da vida, mas que nunca perdem a fé. Este filme é para aqueles que enfrentam os seus medos, por muito inseguros que se sintam. Este é um filme para aqueles que caem continuamente, mas que se levantam vezes sem conta.
É um filme sobre escolhas e possibilidades, sobre lutarmos pelas nossas ambições, sobre o amor e os seus acasos, sobre a responsabilidade dos caminhos que decidimos escolher.
Porque a vida é mesmo assim, enquanto lutas pelo teu sonho vais ouvir muitas vezes não e vais ter que lidar com obstáculos, por isso nunca te esqueças do teu talento, mesmo que ninguém (ainda) o reconheça, se tu não o fizeres, mais ninguém o fará. Mesmo quando ninguém acredita em ti, tu tens que acreditar.
O final é triste, mas é tão real. É a personificação perfeita do "e se?" de tudo o que poderiamos ter vivido se tivessemos tomado decisões diferentes. É aquela lembrança da história do passado que, por mais que estejamos felizes hoje, invade a nossa mente uma vez e outra. É a poesia daquele relacionamento inesquecível que poderia ter dado certo, mas por algum motivo, desencontro ou acaso, não funcionou.
Se ainda não viram o La La Land (de que estão à espera?) deixem-se inspirar pela história de Mia e Sebastian e passem duas horas a "Lalandar" .
É sem dúvidas um filme que eu super recomendo.
Os dias tem sido bem gelados, de um frio seco que se entranha em cada poro. Só uma ideia me passa pela cabeça. Posso hibernar?
O primeiro post do ano 2019 é sobre o filme que passou na RTP, na noite do dia um de Janeiro. Já viram o filme? O que acharam?
Um filme com tantas nomeações, críticas fascinantes e entusiásticas, um filme que era impossível não ter curiosidade de assistir. Um filme tão badalado e que toda a gente falou em 2017, mas que eu ainda não tinha assistido.
O filme foi nomeado para 14 Óscares, record que só foi conseguido em toda a história do cinema por "Titanic" e "Eva".
Nos Globos de ouro de 2017 "La La Land" teve o record de mais prémios conquistados, com sete vitórias: melhor filme de comédia ou musical, melhor director, melhor actor, melhor actriz, melhor roteiro, melhor banda sonora e melhor canção por " City of Stars".
Antes de mais, devo dizer, que adoro musicais. Gostei do "Fantasma da Ópera", "Mamma Mia" e o meu preferido de todos o "Moulin Rouge" .
Quando acabei de ver este filme desejei que a minha vida se transformasse num musical. A banda sonora é fantástica, principalmente a música original "City of Stars" (que não me saiu da cabeça durante as últimas semanas), está muito catchy e envolvente, o mínimo que se pede de um musical.
Todos os detalhes tornam o musical numa ideia refrescante, que honra os clássicos mas que traz inovação que nos fascina e nos prende. Eu adoro estes filmes que não nos deixam indiferentes, que durante a semana nos deixam a pensar nele vezes sem conta.
A escolha dos actores é fantástica, principalmente os protagonistas Ryan Gosling que é maravilhoso (até aprendeu a tocar piano) e Emma Stone que neste filme provou ser uma actriz para lá de completa, ela canta (e bem) ela dança (e bem) ela representa (e muito bem) e ela é linda de morte.
Eles tem a química perfeita e prendem-nos ao ecrã do início ao fim, com as suas falas, canções, danças, com todos os pormenores técnicos e musicais, coreografias, guarda-roupa vintage muito colorido que é um must e os cenários que nos transportam para um mundo de clássicos e fantasia.
O filme foi gravado em apenas 42 dias percorrendo cerca de 50 locoções e mostrou lugares pintorescos e grandes clássicos de Los Angeles.
Mia é uma empregada de café, localizado nos estúdios da Warner. Apesar de ser talentosa, a actriz tem dificuldades em conseguir um trabalho na área. Sebastian é um pianista formidável e apaixonado por jazz, o seu sonho é perpetuar essa vertente mudical com um bar que toque apenas jazz livre e puro.
Os dois conhecem-se num período de dificuldades nas suas carreiras e depois da primeira impressão ruim, apaixonam-se.
Porém esse amor passa por diversas provações, enquanto os dois buscam por oportunidades de emprego numa cidade tão competitiva.
"La La Land" toca-nos no coração, porque é real. Fala de pessoas como todos nós, que tem sonhos, objectivos, por vezes irrealistas aos olhos dos outros e que tem as suas qualidades e defeitos, frustrações, desespero, lutas e fracassos. Este é o filme para aqueles que sonham, aliás acho mesmo uma "ode aos sonhadores", para aqueles que são derrubados vezes sem conta pelos obstáculos da vida, mas que nunca perdem a fé. Este filme é para aqueles que enfrentam os seus medos, por muito inseguros que se sintam. Este é um filme para aqueles que caem continuamente, mas que se levantam vezes sem conta.
É um filme sobre escolhas e possibilidades, sobre lutarmos pelas nossas ambições, sobre o amor e os seus acasos, sobre a responsabilidade dos caminhos que decidimos escolher.
Porque a vida é mesmo assim, enquanto lutas pelo teu sonho vais ouvir muitas vezes não e vais ter que lidar com obstáculos, por isso nunca te esqueças do teu talento, mesmo que ninguém (ainda) o reconheça, se tu não o fizeres, mais ninguém o fará. Mesmo quando ninguém acredita em ti, tu tens que acreditar.
O final é triste, mas é tão real. É a personificação perfeita do "e se?" de tudo o que poderiamos ter vivido se tivessemos tomado decisões diferentes. É aquela lembrança da história do passado que, por mais que estejamos felizes hoje, invade a nossa mente uma vez e outra. É a poesia daquele relacionamento inesquecível que poderia ter dado certo, mas por algum motivo, desencontro ou acaso, não funcionou.
Se ainda não viram o La La Land (de que estão à espera?) deixem-se inspirar pela história de Mia e Sebastian e passem duas horas a "Lalandar" .
É sem dúvidas um filme que eu super recomendo.
domingo, 21 de outubro de 2018
Bira dos namorados
Já vos tinha confidenciado que os sabores do meu Agosto foram particularmente especiais.
Não que os outros não sejam, mas Agosto contribuiu para o meu regresso a lugares felizes.
Obrigada meninas por aquela tarde por Braga onde gargalhei muito, passeei muito, diverti-me muito e comi muito. Não teria sido a mesma coisa sem vocês.
Braga esta a "birar" uma cidade cada vez mais cosmopolita!
Se em Braga já se tropeça no que há de mais mágico na tradição, também a história se faz dos lugares que a revisitam, dos costumes que a abraçam da cultura que define um povo.
O Bira dos Namorados- assim mesmo, com "bê" fica localizado na rua D.Gonçalo Pereira, nas proximidades da Sé.
Quem "Bira" na esquina e aqui entra, é desde logo inundado pelo cheiro a Minho, pelos lenços dos namorados borbados a preceito, como ritual de conquista, pela genialidade do encontro entre o que há de mais tradicional e mais moderno.
Visitar os espaços gastronómicos mais badalados de Braga é sinónimo de filas de espera, mas, após alguns minutos de espera, conseguimos uma boa mesa em casa cheia.
Sou uma verdadeira fã de hambúrgueres artesanais e não há ementa mais deliciosa do que a deste restaurante que é uma verdadeira experiência gastronómica e cultural para quem o visita.
Trata-se de um espaço que me conquistou desde a primeira visita, à qual se seguiram inúmeras outras! Partiu sem dúvidas de uma ideia inovadora, quando ainda não se via nada do género na cidade!
A decoração do restaurante é um dos grandes aspectos que surpreende pela simbiose entre rústico e a modernidade, onde reina a cor e a inspiração em materiais e objectos reutilizados.
Há ali muita cor, um espaço vibrante giríssimo, com apontamentos únicos, um excelso bom gosto, originalidade distribuída por duas salas, onde é realçado muito do que imediatamente associamos à nossa cultura nortenha.
A cor ajuda a cativar e tudo junto cria uma identidade muito própria.
Remete-nos para uma Portugalidade jovem, inovadora, original e aconchegante.
A mescla entre objectos antigos, e alguma modernidade, conseguiu resultar num ambiente que surpreende e atrai. Com pormenores encantadores atrás de pormenores encantadores.
Incluída no restaurante está uma loja de diversos artigos típicos ou inspirados na cultura portuguesa, onde não faltam um sem número de acessórios, vinhos, conservas artesanais, caixas de música, bijuteria, etc.
Também a ementa é um charme.
A lista de passos e compassos era enorme, sim porque os hambúrgueres e os pregos tem todos nomes de danças tradicionais portuguesas.
É possivel provar o malhão, a machadinha, o bailinho, o fandango, a dança da roda ou o pauliteiro, entre outros.
Nós escolhemos todas o Malhão e para acompanhar a refeição cada uma de nós escolheu uma limonada diferente a minha de melancia, e as das minhas amigas uma de limão e outra de ananás, todas elas bem frescas, mas para amantes de cerveja, há cervejas artesanais - em caso de dúvida, experimentem a Letra.
A melhor diversão enquanto esperamos, o jogo do Stop, não precisa de tabuleiro, não precisa ser comprado, e nem precisa de equipamento especial. Somente canetas e papeis que são cedidas pelo restaurante. O facto é que o jogo foi diversão garantida.
Os hambúrgueres vieram pujantes, acompanhados de batata comum e batata doce misturadas, sendo que a mistura resulta lindamente em pratos que apetecia trazer para casa, também eles alusivos á região do país onde nos encontramos. Quem resiste a comer um delicioso hambúrguere artesanal em pratos pintados à mão com os versos minhotos?!
Os molhos eram três e vieram para a mesa em frascos de plástico à americana: mostarda e mel, maionese e alho e maionese e bacon.
Os hambúrgueres e os pregos não se limitam à carne de vaca. Há outras soluções de peru, frango, bacalhau, polvo e versões vegetarianas e vegan.
Os hambúrgueres são coisa dos deuses o resto é um festim de ingredientes de boa qualidade e conjugação de sabores magníficos. A maioria dos ingredientes vem de produtores locais. Entregamo-nos aos sabores da gula e desfrutamos de todos os sabores. A comida nivela-se pela identidade do espaço.
Nós terminamos esta viagem ao mundo dos sabores sem experimentar as deliciosas sobremesas, mas de outras vezes que lá estive provei as mousses maravilhosas que vêm para a mesa num original frasco cheio de cor, pronto para ser aberto e claro está, rapidamente devorado.
Este espaço junta três conceitos complementares: hamburgueria e pregaria artesanal, uma loja regional e um café concerto.
O sucesso é tanto que, o Bira dos Namorados, já chegou ao Porto.
Na impossibilidade de fotografar tudo que despertou a atenção e um sorriso, só posso convidar a visitar este espaço realmente suis generis.
Este é um espaço que nasce na cidade que tem sempre as portas abertas, por isso, entre sem hesitar!
Já vos tinha confidenciado que os sabores do meu Agosto foram particularmente especiais.
Não que os outros não sejam, mas Agosto contribuiu para o meu regresso a lugares felizes.
Obrigada meninas por aquela tarde por Braga onde gargalhei muito, passeei muito, diverti-me muito e comi muito. Não teria sido a mesma coisa sem vocês.
Braga esta a "birar" uma cidade cada vez mais cosmopolita!
Se em Braga já se tropeça no que há de mais mágico na tradição, também a história se faz dos lugares que a revisitam, dos costumes que a abraçam da cultura que define um povo.
O Bira dos Namorados- assim mesmo, com "bê" fica localizado na rua D.Gonçalo Pereira, nas proximidades da Sé.
Quem "Bira" na esquina e aqui entra, é desde logo inundado pelo cheiro a Minho, pelos lenços dos namorados borbados a preceito, como ritual de conquista, pela genialidade do encontro entre o que há de mais tradicional e mais moderno.
Visitar os espaços gastronómicos mais badalados de Braga é sinónimo de filas de espera, mas, após alguns minutos de espera, conseguimos uma boa mesa em casa cheia.
Sou uma verdadeira fã de hambúrgueres artesanais e não há ementa mais deliciosa do que a deste restaurante que é uma verdadeira experiência gastronómica e cultural para quem o visita.
Trata-se de um espaço que me conquistou desde a primeira visita, à qual se seguiram inúmeras outras! Partiu sem dúvidas de uma ideia inovadora, quando ainda não se via nada do género na cidade!
A decoração do restaurante é um dos grandes aspectos que surpreende pela simbiose entre rústico e a modernidade, onde reina a cor e a inspiração em materiais e objectos reutilizados.
Há ali muita cor, um espaço vibrante giríssimo, com apontamentos únicos, um excelso bom gosto, originalidade distribuída por duas salas, onde é realçado muito do que imediatamente associamos à nossa cultura nortenha.
A cor ajuda a cativar e tudo junto cria uma identidade muito própria.
Remete-nos para uma Portugalidade jovem, inovadora, original e aconchegante.
A mescla entre objectos antigos, e alguma modernidade, conseguiu resultar num ambiente que surpreende e atrai. Com pormenores encantadores atrás de pormenores encantadores.
Incluída no restaurante está uma loja de diversos artigos típicos ou inspirados na cultura portuguesa, onde não faltam um sem número de acessórios, vinhos, conservas artesanais, caixas de música, bijuteria, etc.
Também a ementa é um charme.
A lista de passos e compassos era enorme, sim porque os hambúrgueres e os pregos tem todos nomes de danças tradicionais portuguesas.
É possivel provar o malhão, a machadinha, o bailinho, o fandango, a dança da roda ou o pauliteiro, entre outros.
Nós escolhemos todas o Malhão e para acompanhar a refeição cada uma de nós escolheu uma limonada diferente a minha de melancia, e as das minhas amigas uma de limão e outra de ananás, todas elas bem frescas, mas para amantes de cerveja, há cervejas artesanais - em caso de dúvida, experimentem a Letra.
A melhor diversão enquanto esperamos, o jogo do Stop, não precisa de tabuleiro, não precisa ser comprado, e nem precisa de equipamento especial. Somente canetas e papeis que são cedidas pelo restaurante. O facto é que o jogo foi diversão garantida.
Os hambúrgueres vieram pujantes, acompanhados de batata comum e batata doce misturadas, sendo que a mistura resulta lindamente em pratos que apetecia trazer para casa, também eles alusivos á região do país onde nos encontramos. Quem resiste a comer um delicioso hambúrguere artesanal em pratos pintados à mão com os versos minhotos?!
Os molhos eram três e vieram para a mesa em frascos de plástico à americana: mostarda e mel, maionese e alho e maionese e bacon.
Os hambúrgueres e os pregos não se limitam à carne de vaca. Há outras soluções de peru, frango, bacalhau, polvo e versões vegetarianas e vegan.
Os hambúrgueres são coisa dos deuses o resto é um festim de ingredientes de boa qualidade e conjugação de sabores magníficos. A maioria dos ingredientes vem de produtores locais. Entregamo-nos aos sabores da gula e desfrutamos de todos os sabores. A comida nivela-se pela identidade do espaço.
Nós terminamos esta viagem ao mundo dos sabores sem experimentar as deliciosas sobremesas, mas de outras vezes que lá estive provei as mousses maravilhosas que vêm para a mesa num original frasco cheio de cor, pronto para ser aberto e claro está, rapidamente devorado.
Este espaço junta três conceitos complementares: hamburgueria e pregaria artesanal, uma loja regional e um café concerto.
O sucesso é tanto que, o Bira dos Namorados, já chegou ao Porto.
Na impossibilidade de fotografar tudo que despertou a atenção e um sorriso, só posso convidar a visitar este espaço realmente suis generis.
Este é um espaço que nasce na cidade que tem sempre as portas abertas, por isso, entre sem hesitar!
domingo, 2 de setembro de 2018
Cem mitos sem lógica // livro
XVIII feira do livro em Ponte de Lima contou com um programa recheado para todos os gostos e idades. Ponte de Lima recebeu de 19 a 22 de Julho mais uma edição da feira do livro que teve lugar no novo Pavilhão de feiras e exposições e contou com animação para os mais novos, apresentações de livros, espetáculos musicais, exposições e ateliês. Aqui foi também a apresentação do livro cem mitos sem lógica.
Pareceu-me a desculpa perfeita para ter mais um livro nas mãos. Como amante de livros que sou, gosto sempre de arranjar boas desculpas para adicionar mais um livro à minha estante ou ao meu recanto de leitura. A minha wishlist é extensa e a vossa?
A feira do livro tem sido, há uns anos, a minha escolha de eleição, tem sempre óptimas promoções e preços mais justos.
É um dos meus maiores prazeres de Verão, sair descalça, de livro na mão, em direcção à cama de rede, na minha zona de lazer. Há qualquer coisa de simples e mágico neste meu ritual, que me faz sentir melhor, mais próxima das rotinas que me fazem feliz e trazem paz. Só se ouve o som dos passarinhos, das primeiras corujas, da água a correr, dos cães a ladrar, das folhas a baloiçar com a brisa. Por cima a vinha que emoldura o meu quadro verdejante, que os meus olhos alcançam quando os desvio de um novo capítulo.
O tempo desfaz-se e as horas passam sem darmos conta. A frequência cardíaca desacelera, as pálpebras semicerram e os pensamentos pesados esfumaçam-se. São momentos destes que me fazem sentir em casa, por fora e por dentro.
A jornalista Sara Sá e o neurocientista Pedro Ferreira mostram como a ciência e a história nem sempre confirmam o senso comum.
Tal como o título indica, vem desmistificar cem mitos.
São textos pequenos onde se desmistificam ideias feitas, erradas. Uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. Não é que passe a ser verdade, mas como toda a gente assume que é, é tratada como tal. É isso que acontece com tantos mitos e ideias pré-concebidas que temos que não passam disso: mitos.
Em suma, muitos destes mitos já conhecia e também acreditava neles.
É um livro bastante interessante, engraçado, cheio de mitos nos quais muitos de nós certamente que acreditamos durante anos. São tantas as vezes que tomamos certos mitos e preconceitos como verdades absolutas, que até chegamos a mudar hábitos e rotinas em função disso. Alguns existem para nos facilitar a vida, outros só atrapalham.
Quantas vezes ouvimos dizer que o chocolate faz borbulhas? Ou que os peixes não tem memória e os cães vêem tudo a preto e branco? Também acredita que o Buda histórico era gordinho e o Napoleão era um homem baixo?
Ouvimos muitas vezes, e pensamos, de forma esperançosa, que o sexo é um excelente exercício físico e que compensa, claramente, as faltas de ginásio. Peço desculpa pela decepção mas tenho mesmo de dizer que não se pode contar com o sexo, mesmo que seja tórrido, para manter a linha e perder calorias.
Nem todos os dizeres que passam de geração em geração estão certos.
Pois é, a informação que nos rodeia é tanta que nem conseguimos parar para separar aquilo que é mito daquilo que é verdade científica.
Numa escrita simples, mas bem fundamentada em estudos científicos, os autores justificam as razões que transformaram cada uma das "falsas verdades" numa fuga à realidade dos factos.
Vários destes mitos são bastante engracados, principalmente quando conhecemos o que está por de trás de cada um!
Algo que não gostei tanto e que me desconcentrava por vezes ao ler era a presença de várias referências dos livros e autores consultados, ao longo da explicação dos mitos, o que são pormenores que, ao meu ver, poderiam ter sido colocados na bibliografia ou no rodapé dos respectivos capítulos.
Este livro contém informação de várias áreas desde nutrição, história, tecnologia, sexualidade, saúde (claramente a mais profícua).
É um livro curtinho perfeito para quem realmente quer saber factos e mitos intrigantes. Estes mitos fascinantes que deviam ser razão suficiente para ninguém querer ficar à sombra da ignorância.
Recomendo, recomendo e recomendo!
Boa semana para todos :)
XVIII feira do livro em Ponte de Lima contou com um programa recheado para todos os gostos e idades. Ponte de Lima recebeu de 19 a 22 de Julho mais uma edição da feira do livro que teve lugar no novo Pavilhão de feiras e exposições e contou com animação para os mais novos, apresentações de livros, espetáculos musicais, exposições e ateliês. Aqui foi também a apresentação do livro cem mitos sem lógica.
Pareceu-me a desculpa perfeita para ter mais um livro nas mãos. Como amante de livros que sou, gosto sempre de arranjar boas desculpas para adicionar mais um livro à minha estante ou ao meu recanto de leitura. A minha wishlist é extensa e a vossa?
A feira do livro tem sido, há uns anos, a minha escolha de eleição, tem sempre óptimas promoções e preços mais justos.
É um dos meus maiores prazeres de Verão, sair descalça, de livro na mão, em direcção à cama de rede, na minha zona de lazer. Há qualquer coisa de simples e mágico neste meu ritual, que me faz sentir melhor, mais próxima das rotinas que me fazem feliz e trazem paz. Só se ouve o som dos passarinhos, das primeiras corujas, da água a correr, dos cães a ladrar, das folhas a baloiçar com a brisa. Por cima a vinha que emoldura o meu quadro verdejante, que os meus olhos alcançam quando os desvio de um novo capítulo.
O tempo desfaz-se e as horas passam sem darmos conta. A frequência cardíaca desacelera, as pálpebras semicerram e os pensamentos pesados esfumaçam-se. São momentos destes que me fazem sentir em casa, por fora e por dentro.
A jornalista Sara Sá e o neurocientista Pedro Ferreira mostram como a ciência e a história nem sempre confirmam o senso comum.
Tal como o título indica, vem desmistificar cem mitos.
São textos pequenos onde se desmistificam ideias feitas, erradas. Uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. Não é que passe a ser verdade, mas como toda a gente assume que é, é tratada como tal. É isso que acontece com tantos mitos e ideias pré-concebidas que temos que não passam disso: mitos.
Em suma, muitos destes mitos já conhecia e também acreditava neles.
É um livro bastante interessante, engraçado, cheio de mitos nos quais muitos de nós certamente que acreditamos durante anos. São tantas as vezes que tomamos certos mitos e preconceitos como verdades absolutas, que até chegamos a mudar hábitos e rotinas em função disso. Alguns existem para nos facilitar a vida, outros só atrapalham.
Quantas vezes ouvimos dizer que o chocolate faz borbulhas? Ou que os peixes não tem memória e os cães vêem tudo a preto e branco? Também acredita que o Buda histórico era gordinho e o Napoleão era um homem baixo?
Ouvimos muitas vezes, e pensamos, de forma esperançosa, que o sexo é um excelente exercício físico e que compensa, claramente, as faltas de ginásio. Peço desculpa pela decepção mas tenho mesmo de dizer que não se pode contar com o sexo, mesmo que seja tórrido, para manter a linha e perder calorias.
Nem todos os dizeres que passam de geração em geração estão certos.
Pois é, a informação que nos rodeia é tanta que nem conseguimos parar para separar aquilo que é mito daquilo que é verdade científica.
Numa escrita simples, mas bem fundamentada em estudos científicos, os autores justificam as razões que transformaram cada uma das "falsas verdades" numa fuga à realidade dos factos.
Vários destes mitos são bastante engracados, principalmente quando conhecemos o que está por de trás de cada um!
Algo que não gostei tanto e que me desconcentrava por vezes ao ler era a presença de várias referências dos livros e autores consultados, ao longo da explicação dos mitos, o que são pormenores que, ao meu ver, poderiam ter sido colocados na bibliografia ou no rodapé dos respectivos capítulos.
Este livro contém informação de várias áreas desde nutrição, história, tecnologia, sexualidade, saúde (claramente a mais profícua).
É um livro curtinho perfeito para quem realmente quer saber factos e mitos intrigantes. Estes mitos fascinantes que deviam ser razão suficiente para ninguém querer ficar à sombra da ignorância.
Recomendo, recomendo e recomendo!
Boa semana para todos :)
domingo, 19 de agosto de 2018
Starbucks Braga
Starbucks Braga
Férias. Essa bela palavra para descrever estado permanente de felicidade.
O corpo pedia uma pausa há já algum tempo e a alma ansiava por novas inspirações, novos locais, novos planos...
Tempo! Esta foi a palavra de ordem de Julho. Depois de uma temporada caótica, Julho presenteou-me com alguma calmaria e sossego que eu evidentemente, logo me lambuzei para aproveitar.
O tempo que não é um bem material, não pode ser comprado, usurpado, surrupiado. Por ser indomável e tremendamente obstinado, temos de saber dar-lhe tréguas e prolonga-lo com a nossa serenidade.
Com um tempo ora chocho ora dos deuses, a minha agenda esteve mais preenchida com coisas que me fazem (ainda) mais feliz! Oh, Julho, foste tão bom...
Julho destaca-se como o mês em que tive tempo para ser (boa) amiga. Entre os jantares de Verão com os colegas da empresa no Santoinho, a festa de aniversário do maridão, os lanches gordichões com as amigas em Braga, idas vaidosas aos saldos ( porque até podia não levar nada, mas que bem que sabe andarmos às voltas à procura de um miminho para nós,certo?), jantares na esplanada e passeios despreocupados.
Julho deu-me a energia e alegria que sentia apagar-se. Terminei o mês de barriga cheia e com muitos momentos memoráveis. Defenitivamente, um dos meus meses preferidos de 2018 (se não o).
Enquanto fazia scroll no facebook descobri que o Starbucks abriu recentemente a primeira loja na cidade de Braga (no dia 13 de Junho) e despertou logo a minha curiosidade.
Identifiquei logo uma amiga na publicação da inauguração e aguardamos a opotunidade para visitarmos o espaço. Como dizemos aqui no norte "andor bioleta" até ao Starbucks.
O Starbucks é uma empresa multinacional, com a maior cadeia de cafeterias do mundo. A empresa nasceu em 1971, numa loja no Seatle's Pike Place Market (EUA), tendo hoje mais de 25 000 lojas distribuídas por mais de 75 países.
Vocês sabiam que existem mais de 87 000 combinações possíveis de bebidas da Starbucks? Vou colocar por extenso como nos cheques para que não haja dúvidas de que não nos enganamos: oitenta e sete mil.
O Starbucks de Braga fica localizada na sempre badalada avenida da Liberdade, uma das principais e das mais longas avenidas do centro da cidade minhota.
Depois de entrarmos e pedirmos ficamos pela esplanada, o local perfeito para metermos a amizade em dia e provarmos novos sabores.
Ali partilhamos as novidades, as preocupações e as trivialidades que só se partilham quando estamos frente a frente com quem nutrimos carinho e amizade.
Eu adoro sentar-me na esplanada a ver a dinâmica da cidade, ver como as pessoas se comportam, como se movem, como se relacionam.
O espaço é fresco, amoroso e convidativo a ficar sem horas marcadas, uma pérola em Braga.
Para a nossa mesa veio para comermos uma fatia de bolo de chocolate uma fatia de cheesecake de frutos do bosque e uma fatia de cheesecake de leite condensado.
Pedimos claro uma fatia para cada uma - porque amigas, amigas, bolinhos à parte.
Eu pedi a fatia de cheesecake de leite condensado, que estava a fazer olhinhos para mim desde que nos cruzamos na montra.
Tinha um toque a leite condensado que eu amo e que me conquista numa só dentada!
Mas malta, há tanto para (a)provar e saborear e as fatias são generosas.
Para beber pedi um Frappuccino de cheesecake sem café adicionado - o que faz com que uma intolerante ao café como eu consiga beber. O sabor do Frappuccino é maravilhoso, os cremes são aveludados, pelo que a experiência de texturas e sabores é muito positiva :)
As minhas amigas para beber pediram o peachcitrusgreentealemonada é uma mistura de frutas naturais combinada com notas de pêssego, chá verde, limonada e gelo, a minha outra amiga bebeu um mocca iced.
Eu assumi o verdadeiro espírito americano, levei a minha bebida para a rua enquanto passeamos a ver as montras.
Obrigada amigas por juntas sermos palhacinhas, psicólogas, gulosas e poetas da alma.
O mês de Julho foi registado num bloco o melhor método para nada me escapar e ter sempre à mão um registo de tudo o que valeu a pena.
Tenho ainda muitas coisas deste mês para partilhar com vocês e isso faz-me esboçar um sorriso do tamanho do mundo. E vocês vão estar atentos aos próximo posts?!
Boa semana para todos :)
Férias. Essa bela palavra para descrever estado permanente de felicidade.
O corpo pedia uma pausa há já algum tempo e a alma ansiava por novas inspirações, novos locais, novos planos...
Tempo! Esta foi a palavra de ordem de Julho. Depois de uma temporada caótica, Julho presenteou-me com alguma calmaria e sossego que eu evidentemente, logo me lambuzei para aproveitar.
O tempo que não é um bem material, não pode ser comprado, usurpado, surrupiado. Por ser indomável e tremendamente obstinado, temos de saber dar-lhe tréguas e prolonga-lo com a nossa serenidade.
Com um tempo ora chocho ora dos deuses, a minha agenda esteve mais preenchida com coisas que me fazem (ainda) mais feliz! Oh, Julho, foste tão bom...
Julho destaca-se como o mês em que tive tempo para ser (boa) amiga. Entre os jantares de Verão com os colegas da empresa no Santoinho, a festa de aniversário do maridão, os lanches gordichões com as amigas em Braga, idas vaidosas aos saldos ( porque até podia não levar nada, mas que bem que sabe andarmos às voltas à procura de um miminho para nós,certo?), jantares na esplanada e passeios despreocupados.
Julho deu-me a energia e alegria que sentia apagar-se. Terminei o mês de barriga cheia e com muitos momentos memoráveis. Defenitivamente, um dos meus meses preferidos de 2018 (se não o).
Enquanto fazia scroll no facebook descobri que o Starbucks abriu recentemente a primeira loja na cidade de Braga (no dia 13 de Junho) e despertou logo a minha curiosidade.
Identifiquei logo uma amiga na publicação da inauguração e aguardamos a opotunidade para visitarmos o espaço. Como dizemos aqui no norte "andor bioleta" até ao Starbucks.
O Starbucks é uma empresa multinacional, com a maior cadeia de cafeterias do mundo. A empresa nasceu em 1971, numa loja no Seatle's Pike Place Market (EUA), tendo hoje mais de 25 000 lojas distribuídas por mais de 75 países.
Vocês sabiam que existem mais de 87 000 combinações possíveis de bebidas da Starbucks? Vou colocar por extenso como nos cheques para que não haja dúvidas de que não nos enganamos: oitenta e sete mil.
O Starbucks de Braga fica localizada na sempre badalada avenida da Liberdade, uma das principais e das mais longas avenidas do centro da cidade minhota.
Depois de entrarmos e pedirmos ficamos pela esplanada, o local perfeito para metermos a amizade em dia e provarmos novos sabores.
Ali partilhamos as novidades, as preocupações e as trivialidades que só se partilham quando estamos frente a frente com quem nutrimos carinho e amizade.
Eu adoro sentar-me na esplanada a ver a dinâmica da cidade, ver como as pessoas se comportam, como se movem, como se relacionam.
O espaço é fresco, amoroso e convidativo a ficar sem horas marcadas, uma pérola em Braga.
Para a nossa mesa veio para comermos uma fatia de bolo de chocolate uma fatia de cheesecake de frutos do bosque e uma fatia de cheesecake de leite condensado.
Pedimos claro uma fatia para cada uma - porque amigas, amigas, bolinhos à parte.
Eu pedi a fatia de cheesecake de leite condensado, que estava a fazer olhinhos para mim desde que nos cruzamos na montra.
Tinha um toque a leite condensado que eu amo e que me conquista numa só dentada!
Mas malta, há tanto para (a)provar e saborear e as fatias são generosas.
Para beber pedi um Frappuccino de cheesecake sem café adicionado - o que faz com que uma intolerante ao café como eu consiga beber. O sabor do Frappuccino é maravilhoso, os cremes são aveludados, pelo que a experiência de texturas e sabores é muito positiva :)
As minhas amigas para beber pediram o peachcitrusgreentealemonada é uma mistura de frutas naturais combinada com notas de pêssego, chá verde, limonada e gelo, a minha outra amiga bebeu um mocca iced.
Eu assumi o verdadeiro espírito americano, levei a minha bebida para a rua enquanto passeamos a ver as montras.
Obrigada amigas por juntas sermos palhacinhas, psicólogas, gulosas e poetas da alma.
O mês de Julho foi registado num bloco o melhor método para nada me escapar e ter sempre à mão um registo de tudo o que valeu a pena.
Tenho ainda muitas coisas deste mês para partilhar com vocês e isso faz-me esboçar um sorriso do tamanho do mundo. E vocês vão estar atentos aos próximo posts?!
Boa semana para todos :)
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Gelataria Trisabores
Gelataria Trisabores
Fins-de-semana de verão rimam com praia, calor e cheiro a maresia. Rimam com pés descalço na areia, sol, leituras. Rimam com frutas frescas, sandes leves e gelados, muitos gelados.
Os dias de pausa já começaram. Finalmente!!!! E os planos também começaram. Férias pedem gelados, certo?
Aqui por este lado adoro gelados de todos os tipos e sabores. Quer dizer... ainda não provei os míticos gelados de bacalhau e sardinha, portanto é melhor dizer que gosto de quase todos os sabores.
Sou maluca por gelados e não passo uma semana sem comer pelo menos um, seja verão ou inverno, estejam 40 ou -5 graus.
Foi no domingo dar um saltinho à Feira do livro em Ponte de Lima aproveitar os vários descontos e depois foi comer um geladinho.
Na esquina de uma pacata praceta, localizada perto da Igreja Matriz , ( e vale muito a pena admirar o belíssimo exterior da igreja consta que a rosácea é inspirada na da Igreja de São Francisco, no Porto.) A gelataria Trisabores apresenta-nos com uma bonita fachada cor-de-rosa, uns vasos bonitos que adornam a porta e uma esplanada com um toque e requinte Francês.
Dentro é pequenino, discreto, com mesas e cadeiras verde-água e os apontamentos retro primam pela delicadeza, ideal para companhias tão doces como a oferta da casa.
Aqui sente-se logo uma lufada de ar fresco, uma brisa aconchegante, um sopro de felicidade.
As opções pareciam infinitas e os olhos também comem. Esta é uma verdade irrefutável e ai de quem a contradiga, pelo menos na minha presença!
Pedi o morango Melba com três bolas de baunilha, topping de frutos vermelhos, morangos e chantilly e a minha companhia pedeu um gelado com
álcool com o nome de Iceberg com uma bola de menta e get27.
Há diverso sabores desde os mais clássicos como morango, chocolate e baunilha... aos mais originais como Snickers, Kinder Bueno passando pelo de Kit kat, ovo Kinder, Perna de Pau, tarte de limão entre outros.
Mal o gelado chegou à mesa que fez com que começasse a cantarolar o Fado Toninho, dos Deolinda "Agarrem-nos que nos vamos a ele" dizia eu -e não é que foi mesmo?
Pedi três bolas de gelado e o copo estava uma verdadeira torre de gelado! São quantidades astronómicas. Não que me queixe, bem pelo contrário! Merci!
E é tão bom quando toda uma experiência de sabores começa no olhar, nos detalhes, nos pormenores.
Os gelados são cremosos e deliciosos e saí de lá com um sorriso gigante na cara.
Além dos gelados, há ainda crepes, bebidas quentes e bolos e tartes caseiras que são diferentes todos os dias, como bolo de chocolate, tarte de ruibarbo, tarte de limão merengada entre outros.
Ficamos com a sensação de que este cantinho foi criado para aconchegar o coração dos seus visitantes de uma forma verdadeiramente única.
Um conselho:esqueçam as dietas por uns tempos e provem, é só o que vos digo :)
Até à próxima.
.
Fins-de-semana de verão rimam com praia, calor e cheiro a maresia. Rimam com pés descalço na areia, sol, leituras. Rimam com frutas frescas, sandes leves e gelados, muitos gelados.
Os dias de pausa já começaram. Finalmente!!!! E os planos também começaram. Férias pedem gelados, certo?
Aqui por este lado adoro gelados de todos os tipos e sabores. Quer dizer... ainda não provei os míticos gelados de bacalhau e sardinha, portanto é melhor dizer que gosto de quase todos os sabores.
Sou maluca por gelados e não passo uma semana sem comer pelo menos um, seja verão ou inverno, estejam 40 ou -5 graus.
Foi no domingo dar um saltinho à Feira do livro em Ponte de Lima aproveitar os vários descontos e depois foi comer um geladinho.
Na esquina de uma pacata praceta, localizada perto da Igreja Matriz , ( e vale muito a pena admirar o belíssimo exterior da igreja consta que a rosácea é inspirada na da Igreja de São Francisco, no Porto.) A gelataria Trisabores apresenta-nos com uma bonita fachada cor-de-rosa, uns vasos bonitos que adornam a porta e uma esplanada com um toque e requinte Francês.
Dentro é pequenino, discreto, com mesas e cadeiras verde-água e os apontamentos retro primam pela delicadeza, ideal para companhias tão doces como a oferta da casa.
Aqui sente-se logo uma lufada de ar fresco, uma brisa aconchegante, um sopro de felicidade.
As opções pareciam infinitas e os olhos também comem. Esta é uma verdade irrefutável e ai de quem a contradiga, pelo menos na minha presença!
Pedi o morango Melba com três bolas de baunilha, topping de frutos vermelhos, morangos e chantilly e a minha companhia pedeu um gelado com
álcool com o nome de Iceberg com uma bola de menta e get27.
Há diverso sabores desde os mais clássicos como morango, chocolate e baunilha... aos mais originais como Snickers, Kinder Bueno passando pelo de Kit kat, ovo Kinder, Perna de Pau, tarte de limão entre outros.
Mal o gelado chegou à mesa que fez com que começasse a cantarolar o Fado Toninho, dos Deolinda "Agarrem-nos que nos vamos a ele" dizia eu -e não é que foi mesmo?
Pedi três bolas de gelado e o copo estava uma verdadeira torre de gelado! São quantidades astronómicas. Não que me queixe, bem pelo contrário! Merci!
E é tão bom quando toda uma experiência de sabores começa no olhar, nos detalhes, nos pormenores.
Os gelados são cremosos e deliciosos e saí de lá com um sorriso gigante na cara.
Além dos gelados, há ainda crepes, bebidas quentes e bolos e tartes caseiras que são diferentes todos os dias, como bolo de chocolate, tarte de ruibarbo, tarte de limão merengada entre outros.
Ficamos com a sensação de que este cantinho foi criado para aconchegar o coração dos seus visitantes de uma forma verdadeiramente única.
Um conselho:esqueçam as dietas por uns tempos e provem, é só o que vos digo :)
Até à próxima.
.
domingo, 22 de julho de 2018
Petisc'art
Petisc'art
Ponte da Barca vila lindíssima, muito pitoresca e calma no mês de Agosto é uma espécie de oásis de boa vida. Há arraiais (S. Bartolomeu, são seis dias de festa rija, aviso já!) vinho verde, prato cheio e o rio Lima para fazer "reset".
Foi num domingo, com uns amigos conhecer algumas das lagoas mais bonitas em Ponte da Barca, paragem obrigatória para quem quer seguir o roteiro turístico da zona. O verde toma conta destes montes cuja presença humana mal se nota.
Vim com a alma cheia e o espaço de memória do telemóvel quase vazio.
São estes dias que dão tempero à nossa rotina e um paladar inesquecível aos dias obsoletos.
E é assim, também que início a minha aventura pelo Petisc'art, um espaço ainda recente que fica no Largo da Misericórdia.
Estavamos deliciados com a golden hour que conseguimos apanhar e aproveitamos para desfrutar um pouco desta tarde de Verão, para abrir ainda mais o apetite, surpresa, das surpresas? Petisc'art estava a um pulinho de nós.
Em altura de santos populares a decoração exterior não podia estar mais bonita, colorida, simples, tudo muito descontraído e com muita pinta, fazia lembrar um arraial. Uma esplanada maravilhosa onde podemos desfrutar de um ambiente mágico, boa música e ainda saborear belos manjares.
Pequeno, íntimo, com uma decoração que liga os elementos rústicos e caseiros, com traços e elementos bem portugueses, o espaço está desenhado para quem gosta de (bem), estar à mesa. Aqui tudo é inspirado na tradição portuguesa desde a decoração ao nome dos pratos.
Mais do que um restaurante é um espaço que nos leva a viajar no tempo. Com um ambiente muito vintage entramos nas histórias dos vários produtos que nos apresenta. Quem não se lembra das Conservas Minerva? Aqui estamos rodeados de andorinhas, sardinhas de cerâmica, cartazes vintage, uma bicicleta, entre tantas outras coisas.
Um dos pormenores que mais me encantou, os azulejos nas escadas, outro símbolo português, os tradicionais desenhos em azulejo, que estão espalhados por esse Portugal fora por igrejas, mosteiros, castelos, palácios, universidades, jardins, estações de comboio, halls de hotéis e fachadas de edifícios.
Outro dos pormenores as andorinhas são símbolo de amor e lealdade, mas também de lar e família, sentimentos estes que estão bem enraizados na cultura portuguesa.
Um grupos de amigos gulosos e tagarelas que partilham as novidades mais fresquinhas e as trivialidades do quotidiano. Adoro reunir boa companhia e cada um pedir um prato diferente para todos degustarem.
Para comer pedimos um hambúrguer Vira com alface, tomate, cebola e queijo cheddar, o hambúrguer Bartolomeu com carne cachena, bacon, cebola caramelizada, grelos salteados, queijo brie e ovo em bolo do caco, pedimos uma sandes tuga e umas tostas com tomate e mozarela.
Veredicto? Achei que tudo estava no ponto, desde a qualidade da carne (senti que estava bem cozinhada e temperada e não que estava a comer borracha seca) o molho das batatas que vinha a acompanhar era viciante. Outro pormenor é que os hambúrgueres são enormes, a senhora até nos confessou que estão a pensar dar uns babetes para quem comer hambúrgueres.
Para sobremesa, pedimos aquilo que normalmente é uma entrada e que para mim é a grande inovação do espaço, um ferrero rocher de alheira. O resultado é de aparência aos conhecidos bombons de natal, daí o nome "Rocher", mas com pasta da alheira como recheio e finalizado com uma cobertura de amêndoa laminada e com acompanhamento de uma boa compota.
Para refrescar os lábios e (as ideias!) pedimos um vinho verde da região mas também podem contar com uma vária gama de cervejas.
Se estão de visita à vila, não deixem de passar por este recanto tão especial. Acredito que não se vão arrepender e que vão sair de lá completamente apaixonados. Afinal de contas, os momentos à mesa também são preciosos para a construção de memórias e para a criação de momentos entre amigos.
Até à próxima :)
Ponte da Barca vila lindíssima, muito pitoresca e calma no mês de Agosto é uma espécie de oásis de boa vida. Há arraiais (S. Bartolomeu, são seis dias de festa rija, aviso já!) vinho verde, prato cheio e o rio Lima para fazer "reset".
Foi num domingo, com uns amigos conhecer algumas das lagoas mais bonitas em Ponte da Barca, paragem obrigatória para quem quer seguir o roteiro turístico da zona. O verde toma conta destes montes cuja presença humana mal se nota.
Vim com a alma cheia e o espaço de memória do telemóvel quase vazio.
São estes dias que dão tempero à nossa rotina e um paladar inesquecível aos dias obsoletos.
E é assim, também que início a minha aventura pelo Petisc'art, um espaço ainda recente que fica no Largo da Misericórdia.
Estavamos deliciados com a golden hour que conseguimos apanhar e aproveitamos para desfrutar um pouco desta tarde de Verão, para abrir ainda mais o apetite, surpresa, das surpresas? Petisc'art estava a um pulinho de nós.
Em altura de santos populares a decoração exterior não podia estar mais bonita, colorida, simples, tudo muito descontraído e com muita pinta, fazia lembrar um arraial. Uma esplanada maravilhosa onde podemos desfrutar de um ambiente mágico, boa música e ainda saborear belos manjares.
Pequeno, íntimo, com uma decoração que liga os elementos rústicos e caseiros, com traços e elementos bem portugueses, o espaço está desenhado para quem gosta de (bem), estar à mesa. Aqui tudo é inspirado na tradição portuguesa desde a decoração ao nome dos pratos.
Mais do que um restaurante é um espaço que nos leva a viajar no tempo. Com um ambiente muito vintage entramos nas histórias dos vários produtos que nos apresenta. Quem não se lembra das Conservas Minerva? Aqui estamos rodeados de andorinhas, sardinhas de cerâmica, cartazes vintage, uma bicicleta, entre tantas outras coisas.
Um dos pormenores que mais me encantou, os azulejos nas escadas, outro símbolo português, os tradicionais desenhos em azulejo, que estão espalhados por esse Portugal fora por igrejas, mosteiros, castelos, palácios, universidades, jardins, estações de comboio, halls de hotéis e fachadas de edifícios.
Outro dos pormenores as andorinhas são símbolo de amor e lealdade, mas também de lar e família, sentimentos estes que estão bem enraizados na cultura portuguesa.
Um grupos de amigos gulosos e tagarelas que partilham as novidades mais fresquinhas e as trivialidades do quotidiano. Adoro reunir boa companhia e cada um pedir um prato diferente para todos degustarem.
Para comer pedimos um hambúrguer Vira com alface, tomate, cebola e queijo cheddar, o hambúrguer Bartolomeu com carne cachena, bacon, cebola caramelizada, grelos salteados, queijo brie e ovo em bolo do caco, pedimos uma sandes tuga e umas tostas com tomate e mozarela.
Veredicto? Achei que tudo estava no ponto, desde a qualidade da carne (senti que estava bem cozinhada e temperada e não que estava a comer borracha seca) o molho das batatas que vinha a acompanhar era viciante. Outro pormenor é que os hambúrgueres são enormes, a senhora até nos confessou que estão a pensar dar uns babetes para quem comer hambúrgueres.
Para sobremesa, pedimos aquilo que normalmente é uma entrada e que para mim é a grande inovação do espaço, um ferrero rocher de alheira. O resultado é de aparência aos conhecidos bombons de natal, daí o nome "Rocher", mas com pasta da alheira como recheio e finalizado com uma cobertura de amêndoa laminada e com acompanhamento de uma boa compota.
Para refrescar os lábios e (as ideias!) pedimos um vinho verde da região mas também podem contar com uma vária gama de cervejas.
Se estão de visita à vila, não deixem de passar por este recanto tão especial. Acredito que não se vão arrepender e que vão sair de lá completamente apaixonados. Afinal de contas, os momentos à mesa também são preciosos para a construção de memórias e para a criação de momentos entre amigos.
Até à próxima :)
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