Pop Cereal // Porto
Pelas ruas do Porto não corre só cevada, há muita mais escolha.
Dezembro do ano passado foi um mês fugaz, vivi tanta coisa e partilhei tantos momentos que ainda tenho muitas coisas para vos mostrar por aqui.
Sem me querer alongar na introdução este mês ainda vai ter mais publicações aqui pelo blogue.
Partindo á descoberta de lugares deliciosos, encontrámos um café situado na Rua da Cedofeita no Porto que é de abrir o apetite.
E se pudesses entrar num sítio onde viajasses até á tua infância através de cores e sabores? Um espaço onde pudesses misturar os mais variados cereais, até mesmo aqueles que só vês em filmes estrangeiros com gelados, gomas e chocolates e muitas outras coisas que nem imaginas...Isso seria o paraíso sem dúvida! E acreditas que existe um local onde todos esses desejos são concretizados? Aqui a minha paixão cerealística renasceu qual Fénix das cinzas.
Em Dezembro do ano passado visitei com uns amigos o Pop Cereal e fomos tomar um bom pequeno-almoço para adoçar o dia e para espevitar.
No Porto existem pelo menos três cafés deste estilo, mas hoje venho falar-vos do Pop Cereal.
Vou começar com curiosidades, vocês sabiam que segundo um estudo da Nestlé somos o segundo país europeu onde se consomem mais cereais?
A palavra "cereal" vem da palavra grega antiga "Cereália", que era um grande festival que celebrava Ceres, a deusa dos grãos e da fertilidade, segundo a mitologia, Ceres foi quem ensinou aos mortais como plantar e colher, dando-lhes, assim, os meios básicos de sobrevivência.
O Pop Cereal reúne duas temáticas pelas quais sinto grande apreço, os cereais e a Pop Art: Confesso que havia muitas pinturas que davam vontade de trazer para casa. Ao entrar no Pop Cereal preparem-se para receber centenas e centenas de estímulos, alguns provenientes da decoração, mas a maior parte vindo das coloridas caixas de cereais que decoram o espaço e que estão á espera de serem escolhidas para alimentar as barrigas mais exigentes, sendo assim tem uma dupla função alimentar e decorar.
A parede por detrás do balcão está literalmente forrada com caixas de cereais de todo o mundo e as suas cores garridas, dão um forte contributo para a decoração do espaço. O café é basicamente uma explosão de cor e alegria com um espírito muito pop. O espaço tem pormenores engraçados como por exemplo uma cama bem no meio do café e uma mesa no tecto que completam a decoração "pop".
O Pop Cereal é um café divertido e original que nasceu de um paixão assolapada dos proprietários por cereais.
Na verdade também sou grande fã de cereais, os meu favoritos são os Chocapic duo e os Golden Grahams de canela, mas os melhores cereais do mundo e os meus favoritos há anos são os Milk Pillows. São tão docinhos e com um sabor a creme de leite, completamente irresistíveis. Se gostam de sabores abaunilhados e de creme, são os cereais da vossa vida. pelo menos, são os meus.Quais são os vosso favoritos?
Mas verdade seja dita que se fosse fácil encontrar cereais como os Unicorn Froot Loops a história seria outra, e muito provavelmente a minha pirâmide alimentar seria mais uma recta, sendo constituída toda ela de cereais açucarados multicolores.
Sentados á mesa íamos conversando e transformando aquele espaço na cozinha das nossas casas. Afinal de contas, os cereais são a refeição mais caseira e familiar do mundo, certo?
Quem nunca tive aquela manhã demorada a ver desenhos animados com a sua taça de cereais.
Há uma coisa que me irrita muito nos cereais; ou como tudo em dez segundos ou acabo a comer açorda de cereais. Detesto quando ficam empapados e pouco crocantes, por isso tento ser o mais rápida possível.
Os cereais são os melhores amigos ao pequeno-almoço para muita gente, e neste espaço tem mais de 100 marcas para escolher.
Aqui as calorias não contam mas sim a explosão de sabores que consegues obter quando metes a primeira colher á boca. e não duvides!
Provem os Lucky Charms, Froot Loops, Cocoa Pebbles, Apple Jack's, Lion ou os Sprinkled Donut Crunch mas há também os normais Chocapic Golden Grahms e Estrelitas.
Não interessa se és daqueles que metem o leite ou os cereais primeiro na taça, o cliente tem de escolher a combinação e a marca que quer, o tipo de leite e os toppings.
Existem três tamanhos de taças: o S (3,30) leva três tipos de cereais e duas coberturas o M (3,60) inclui quatro cereais três toppings e o L (3,90) dá direito a 5 marcas diferentes além de três coberturas. Depois o leite de vaca á opção sem lactose, mas também de origem vegetal ( com um custo extra de 50 cêntimos) como o leite de soja, arroz, amêndoa, aveia ou ainda iogurte natural.
Entre os toppings disponíveis estão gomas, marshmellos, chocolate, fruta fresca, amêndoa, bolacha ou côco ralado, até podemos acrescentar uma bola de gelado. Depois para aquelas pessoas como eu que são extremamente indecisas e que tem a tendência de ficar 45 minutos só a a tentarem perceber se querem o tamanho pequeno ou grande, já há combinações pré-defenidas.
Nós experimentamos as combinações pré-defenidas e só vos digo cada colherada era mais doce que a outra, mas soube tão bem.
Eu experimentei aquele que é talvez o cereal mix mais "Instagramável" lá do sítio: os Frootloopers. Uma taça de cereais bem colorida composta por Froot Loops, Rice Krispies, Mini Marshmallows, morango desidratado, gelado de nata, bolacha belga e topping de morango. O meu cara- metade enterrou a cara num Heaven Is Made of Chocolate, com Lucky Charms de chocolate, mini Oreos, topping de chocolate e bolacha de chocolate crocante. A acompanhar cada taça uma garrafinha personalizada de leite frio, que é para não empapar os cereais. Porém, se quiserem, eles também vos aquecem! Sem dúvidas de comer e chorar por mais.
Bem nem queiram imaginar o que senti a comer aqueles cereais. Vá Susana calma... controla-te que já passou mas acreditem só de vos escrever isto, já estou com vontade de voltar.
O atendimento do melhor, a funcionária foi muito simpática, atenta, profissional, atenciosa e explicou todo a "menu".
Este é sem dúvidas um espaço diferente e arrojado e eu adoro coisas assim!
Tive pena que se quiserem recriar algo do género em casa este espaço não vende caixas de cereais como já vi que em cafés do género acontece.
Vale a pena ir e repetir.
segunda-feira, 25 de março de 2019
sexta-feira, 22 de março de 2019
Quinta de Maderne// Rota dos Vinhos Verdes
Quinta de Maderne// Rota dos Vinhos Verdes
A rota dos Vinhos Verdes acaba de lançar uma série de caminhadas, de carácter mensal que até Janeiro do próximo ano passam por onze quintas da região dando a conhecer o território, a cultura e a história dos vinhos verdes.
Foi através da Nature 4 que é parceira desta iniciativa que tomei conhecimento destas caminhadas. A Nature 4 que já falei anteriormente aqui no blogue e com a qual já fiz algumas caminhadas é uma empresa que tem a sua actividade baseada na área do turismo, com uma variada oferta em actividades na natureza.
A iniciativa, que se insere nas comemorações dos 110 anos da Região dos Vinhos Verdes, tem ainda um fim solidário, já que o valor da nossa inscrição ( 5 euros por pessoa) reverte a favor de uma instituição de solidariedade social local.
A Quinta de Maderne, em Felgueiras, foi o primeiro local por onde começou o programa no sábado dia 9 de Março.
A hora de inicio da caminhada estava prevista para as 14:30, infelizmente e com alguns percalços pelo caminho, chegamos atrasados, a quem peço desde já desculpa e agradeço porque gentilmente esperaram por nós para dar inicio á caminhada.
Logo ao inicio é nos dado um kit que é composto por uma mochila, um boné, um mapa com as regiões dos vinhos verdes e as respectivas informações, uma água e uma barrinha de cereais.
A visita foi guiada pelo proprietário da quinta. Uma figura singular, o sonho de qualquer entrevistador, fala bem, com entusiasmo, tem um conhecimento enciclopédico sobre tudo o que rodeia o seu trabalho e traz sempre pronta uma história ou uma metáfora para contar.
Depois tem curiosidades deliciosas como a história de um brasão familiar.
Uma visita ás vinhas na sua companhia é toda uma masterclass sobre viticultura, natureza e vida em geral.
Eu uma comum mortal com conhecimento zero sobre o assunto, bastou-me o sentido do gosto e um par de ouvidos dispostos a escutar, porque uma coisa é ver vinhas em fotografias e vídeos, outra é vê-las no local pisar o chão de terra rocha desfeita, sentir o sol a picar-nos a nuca e o pó que se cola ás mãos.
A nossa viagem pelas vinhas inicia-se com a explicação das vinhas e das diferentes castas até á prova do néctar.
Aqui as especificidades chegam-nos através da produção de vinhos de qualidade onde predominam os brancos das castas loureiro, arinto, azal e avesso, tendo no seu alvarinho/trajadura o seu expoente máximo.
Para um bom vinho verde a frescura e o sabor frutado são atributos obrigatórios, não sendo os vinhos de Maderne excepção.
Geograficamente bem localizada, a Quinta de Maderne tem uma exposição solarenga e ao mesmo tempo humidade e frescura, componentes necessários para a produção das especialidades.
Situada em Várzea, no concelho de Felgueiras em plena sub-região do Vale do Sousa, a Quinta de Maderne é uma sociedade familiar que produz vinhos e espumantes variados, para além de kiwis e outros frutos.
Pela caminhada conseguimos ver a produção de kiwis que inicialmente surge como reforço da exploração agrícola, no entanto, as ligações através do protocolo ao maior grupo mundial de produção de kiwi (Zespri), faz com que Maderne se destaque no mapa da produção de kiwi.
A especialidade centra-se na variedade de kiwi amarelo um fruto menos agre que o habitual kiwi verde, sabor agridoce, que agrada a mais consumidores.
Durante a caminhada passamos ainda por uma zona com espaço de bosque, uma mata com um pinhal adjacente e um pequeno lago.
No final do percurso de quatro quilómetros houve ainda uma prova de vinhos. Quando chegamos o lanche estava á nossa espera ( as típicas cavacas, queijo, compotas, pão-de-ló e o kiwi amarelo da quinta entre outras coisas) perante toda esta mise-en-scéne meti o copo á boca e comecei a experimentar os vinhos da quinta.
Aliada a toda esta experiência a quinta tem dois quartos para quem quiser depois de conhecer a quinta ficar para dormir, e nós fomos conhecer!
São cada vez mais as pessoas, nacionais e estrangeiras que não se ficam apenas pela degustação do néctar de Baco, mas que querem explorar a região, as paisagens a gastronomia.
O enoturismo é o chamariz mas as regiões dos vinhos verdes tem muito mais para oferecer. O enoturismo em Portugal é uma actividade em franca expansão, tão diversificada quanto a oferta de vinhos produzidos de norte a sul do país.
Por fim e antes de irmos embora a Quinta de Maderne tem também uma loja onde pode comprar além de vinhos, os kiwis da plantação desta mesma quinta, outros vegetais, compotas e louças. Nós trouxemos para casa duas garrafas de vinho para a nossa família puder experimentar.
Em Abril, a caminhada acontece na Quinta do Tamariz, no dia 13. No programa constam ainda a Quinta da Aveleda ( 11 de Maio) o Palácio da Brejoeira (8 de Junho), a Quinta da Covela ( 13 de Julho), a Quinta do Soalheiro ( 10 de Agosto) Quinta da Lixa ( 14 de Setembro), a Rota dos Vinhos Verdes e petiscos de Braga no verde cool ( 12 de Outubro), Quinta das Arcas ( 9 de Novembro) a casa da Tojeira ( 14 de Dezembro) e por fim a Quinta de Santa Cristina ( 11 de Janeiro de 2020) .
Há ainda um cartão de fidelização para o registo das caminhadas. Quem participar num mínimo de seis caminhadas habilita-se ao sorteio de três prémios no final da jornada, que incluem uma estadia na região dos vinhos verdes, um passeio de canoa pelo Rio Vez e uma selecção de vinhos verdes.
Visitar, conhecer, viajar, aprender, abrir horizontes são premissas que estão incutidas na minha pessoa. Portugal é um país de forte tradição vitivinícola, pelo que a descoberta dos seus diferentes vinhos e das regiões onde se produzem, pode ser um excelente pretexto para descobrir também paisagens, património, a cultura e as gentes que aqui vivem.
Espero que gostem das sugestões e que estas dicas sirvam para levantar o copo e fazer um brinde...com vinho verde.
A rota dos Vinhos Verdes acaba de lançar uma série de caminhadas, de carácter mensal que até Janeiro do próximo ano passam por onze quintas da região dando a conhecer o território, a cultura e a história dos vinhos verdes.
Foi através da Nature 4 que é parceira desta iniciativa que tomei conhecimento destas caminhadas. A Nature 4 que já falei anteriormente aqui no blogue e com a qual já fiz algumas caminhadas é uma empresa que tem a sua actividade baseada na área do turismo, com uma variada oferta em actividades na natureza.
A iniciativa, que se insere nas comemorações dos 110 anos da Região dos Vinhos Verdes, tem ainda um fim solidário, já que o valor da nossa inscrição ( 5 euros por pessoa) reverte a favor de uma instituição de solidariedade social local.
A Quinta de Maderne, em Felgueiras, foi o primeiro local por onde começou o programa no sábado dia 9 de Março.
A hora de inicio da caminhada estava prevista para as 14:30, infelizmente e com alguns percalços pelo caminho, chegamos atrasados, a quem peço desde já desculpa e agradeço porque gentilmente esperaram por nós para dar inicio á caminhada.
Logo ao inicio é nos dado um kit que é composto por uma mochila, um boné, um mapa com as regiões dos vinhos verdes e as respectivas informações, uma água e uma barrinha de cereais.
A visita foi guiada pelo proprietário da quinta. Uma figura singular, o sonho de qualquer entrevistador, fala bem, com entusiasmo, tem um conhecimento enciclopédico sobre tudo o que rodeia o seu trabalho e traz sempre pronta uma história ou uma metáfora para contar.
Depois tem curiosidades deliciosas como a história de um brasão familiar.
Uma visita ás vinhas na sua companhia é toda uma masterclass sobre viticultura, natureza e vida em geral.
Eu uma comum mortal com conhecimento zero sobre o assunto, bastou-me o sentido do gosto e um par de ouvidos dispostos a escutar, porque uma coisa é ver vinhas em fotografias e vídeos, outra é vê-las no local pisar o chão de terra rocha desfeita, sentir o sol a picar-nos a nuca e o pó que se cola ás mãos.
A nossa viagem pelas vinhas inicia-se com a explicação das vinhas e das diferentes castas até á prova do néctar.
Aqui as especificidades chegam-nos através da produção de vinhos de qualidade onde predominam os brancos das castas loureiro, arinto, azal e avesso, tendo no seu alvarinho/trajadura o seu expoente máximo.
Para um bom vinho verde a frescura e o sabor frutado são atributos obrigatórios, não sendo os vinhos de Maderne excepção.
Geograficamente bem localizada, a Quinta de Maderne tem uma exposição solarenga e ao mesmo tempo humidade e frescura, componentes necessários para a produção das especialidades.
Situada em Várzea, no concelho de Felgueiras em plena sub-região do Vale do Sousa, a Quinta de Maderne é uma sociedade familiar que produz vinhos e espumantes variados, para além de kiwis e outros frutos.
Pela caminhada conseguimos ver a produção de kiwis que inicialmente surge como reforço da exploração agrícola, no entanto, as ligações através do protocolo ao maior grupo mundial de produção de kiwi (Zespri), faz com que Maderne se destaque no mapa da produção de kiwi.
A especialidade centra-se na variedade de kiwi amarelo um fruto menos agre que o habitual kiwi verde, sabor agridoce, que agrada a mais consumidores.
Durante a caminhada passamos ainda por uma zona com espaço de bosque, uma mata com um pinhal adjacente e um pequeno lago.
No final do percurso de quatro quilómetros houve ainda uma prova de vinhos. Quando chegamos o lanche estava á nossa espera ( as típicas cavacas, queijo, compotas, pão-de-ló e o kiwi amarelo da quinta entre outras coisas) perante toda esta mise-en-scéne meti o copo á boca e comecei a experimentar os vinhos da quinta.
Aliada a toda esta experiência a quinta tem dois quartos para quem quiser depois de conhecer a quinta ficar para dormir, e nós fomos conhecer!
São cada vez mais as pessoas, nacionais e estrangeiras que não se ficam apenas pela degustação do néctar de Baco, mas que querem explorar a região, as paisagens a gastronomia.
O enoturismo é o chamariz mas as regiões dos vinhos verdes tem muito mais para oferecer. O enoturismo em Portugal é uma actividade em franca expansão, tão diversificada quanto a oferta de vinhos produzidos de norte a sul do país.
Por fim e antes de irmos embora a Quinta de Maderne tem também uma loja onde pode comprar além de vinhos, os kiwis da plantação desta mesma quinta, outros vegetais, compotas e louças. Nós trouxemos para casa duas garrafas de vinho para a nossa família puder experimentar.
Em Abril, a caminhada acontece na Quinta do Tamariz, no dia 13. No programa constam ainda a Quinta da Aveleda ( 11 de Maio) o Palácio da Brejoeira (8 de Junho), a Quinta da Covela ( 13 de Julho), a Quinta do Soalheiro ( 10 de Agosto) Quinta da Lixa ( 14 de Setembro), a Rota dos Vinhos Verdes e petiscos de Braga no verde cool ( 12 de Outubro), Quinta das Arcas ( 9 de Novembro) a casa da Tojeira ( 14 de Dezembro) e por fim a Quinta de Santa Cristina ( 11 de Janeiro de 2020) .
Há ainda um cartão de fidelização para o registo das caminhadas. Quem participar num mínimo de seis caminhadas habilita-se ao sorteio de três prémios no final da jornada, que incluem uma estadia na região dos vinhos verdes, um passeio de canoa pelo Rio Vez e uma selecção de vinhos verdes.
Visitar, conhecer, viajar, aprender, abrir horizontes são premissas que estão incutidas na minha pessoa. Portugal é um país de forte tradição vitivinícola, pelo que a descoberta dos seus diferentes vinhos e das regiões onde se produzem, pode ser um excelente pretexto para descobrir também paisagens, património, a cultura e as gentes que aqui vivem.
Espero que gostem das sugestões e que estas dicas sirvam para levantar o copo e fazer um brinde...com vinho verde.
domingo, 17 de março de 2019
Steak ´n Shake
Steak'n Shake
Após a visita à pastelaria " O Chapeleiro" não poderíamos deixar de espreitar o "Steak'n Shake", cadeia norte americana, com origem nos anos 30, chegada a Portugal no ano 2016.
Foi depois de um dia agitado com as meninas às compras no Braga Parque que decidimos escolher O Steak'n shake para jantar.
Um sábado à noite para quem não quer ter preocupações e simplesmente quer ser feliz com um hambúrguer e um milkshake, eu fiz a proposta, steak'n shake, era o escolhido.
Parece mesmo que a moda dos hambúrgueres veio para ficar em cada canto da cidade uma hamburgueria diferente.
O espaço está delicioso, cativante,eletrizante,cheio de sofás vermelhos.
Todo o design e decoração do mesmo fazem-nos lembrar um dinner norte-americano oscilando entre cores branco,vermelho,preto e prateado.
A decoração é coisa que nos remete para o espírito americano dos anos 50 com um twist moderno.
Passando á comida senhores meus senhores a fome e a gula eram tanta que não podia ter escolhido outra coisa um delicioso hambúrguer com um guloso batido.
Este é um espaço de renome muito procurado pelos seus afamados hamburgueres no pão do género brioche cujos ingredientes são 100% frescos e artesanais bem como as batatas fritas e os milkshakes
confeccionados no momento.
Não vão á espera de encontrar comida gourmet não é disso que se trata, mas sim daquela que nos conforta o estômago e a alma. Foi um jantar absolutamente guloso. A textura da carne era maravilhosa os ingredientes vieram em abundância, cheios de sabor e a combinação do hambúrguer com o corte doce do batido era de ir ao paraíso.
A triologia hambúrguer, batata frita e batido fizeram parte do meu cardápio.
A carne é mesmo boa, temperada com os condimentos, ingredientes e molhos muito saborosos.
Alias , tudo é preparado á vista do cliente, pelo que se quiserem podem perceber como são feitos de fio a pavio. " In sight it must bi right" já Gus Belt, fundador da marca em 1934.
As batatas são viciantes, finas estaladiças deliciosas em todas as suas variedades, simples, condimentadas com queijo parmesão ou com cheddar e bacon.
Eu elegi para beber um batido de morango (e nem faltou a cereja no topo do batido) mas o de manga que me aguarde vai ser meu muito em breve.
É uma espécie de drink e dessert.O meu batido parecia feito de gelado com pedaços de fruta, que tornaram o sabor mais rico e saboroso.
Além dos clássicos sabores de batidos como chocolate, baunilha ou morango rivalizão com variedades que desafiam a imaginação como caramelo salgado, menta, bolacha oreo, speculoos ou m&m's com preços que variam entre os 3,95 e os 5,95.
Para quem não apreciar milkshakes existem outras opções de bebidas, vem como o sistema de refill de refrigerantes.
Toda esta experiência deliciosas foi acompanha pelas minhas amigas- que ponto extra a favor!
Saímos a rebolar e é, sem duvida, uma refeição que recomendo para quando quiserem ser extremamente gordições.
Boa semana a todos
Após a visita à pastelaria " O Chapeleiro" não poderíamos deixar de espreitar o "Steak'n Shake", cadeia norte americana, com origem nos anos 30, chegada a Portugal no ano 2016.
Foi depois de um dia agitado com as meninas às compras no Braga Parque que decidimos escolher O Steak'n shake para jantar.
Um sábado à noite para quem não quer ter preocupações e simplesmente quer ser feliz com um hambúrguer e um milkshake, eu fiz a proposta, steak'n shake, era o escolhido.
Parece mesmo que a moda dos hambúrgueres veio para ficar em cada canto da cidade uma hamburgueria diferente.
O espaço está delicioso, cativante,eletrizante,cheio de sofás vermelhos.
Todo o design e decoração do mesmo fazem-nos lembrar um dinner norte-americano oscilando entre cores branco,vermelho,preto e prateado.
A decoração é coisa que nos remete para o espírito americano dos anos 50 com um twist moderno.
Passando á comida senhores meus senhores a fome e a gula eram tanta que não podia ter escolhido outra coisa um delicioso hambúrguer com um guloso batido.
Este é um espaço de renome muito procurado pelos seus afamados hamburgueres no pão do género brioche cujos ingredientes são 100% frescos e artesanais bem como as batatas fritas e os milkshakes
confeccionados no momento.
Não vão á espera de encontrar comida gourmet não é disso que se trata, mas sim daquela que nos conforta o estômago e a alma. Foi um jantar absolutamente guloso. A textura da carne era maravilhosa os ingredientes vieram em abundância, cheios de sabor e a combinação do hambúrguer com o corte doce do batido era de ir ao paraíso.
A triologia hambúrguer, batata frita e batido fizeram parte do meu cardápio.
A carne é mesmo boa, temperada com os condimentos, ingredientes e molhos muito saborosos.
Alias , tudo é preparado á vista do cliente, pelo que se quiserem podem perceber como são feitos de fio a pavio. " In sight it must bi right" já Gus Belt, fundador da marca em 1934.
As batatas são viciantes, finas estaladiças deliciosas em todas as suas variedades, simples, condimentadas com queijo parmesão ou com cheddar e bacon.
Eu elegi para beber um batido de morango (e nem faltou a cereja no topo do batido) mas o de manga que me aguarde vai ser meu muito em breve.
É uma espécie de drink e dessert.O meu batido parecia feito de gelado com pedaços de fruta, que tornaram o sabor mais rico e saboroso.
Além dos clássicos sabores de batidos como chocolate, baunilha ou morango rivalizão com variedades que desafiam a imaginação como caramelo salgado, menta, bolacha oreo, speculoos ou m&m's com preços que variam entre os 3,95 e os 5,95.
Para quem não apreciar milkshakes existem outras opções de bebidas, vem como o sistema de refill de refrigerantes.
Toda esta experiência deliciosas foi acompanha pelas minhas amigas- que ponto extra a favor!
Saímos a rebolar e é, sem duvida, uma refeição que recomendo para quando quiserem ser extremamente gordições.
Boa semana a todos
quinta-feira, 7 de março de 2019
O Chapeleiro // Braga
O Chapeleiro // Braga
Fevereiro é sempre o mês do amor, nas mais diversas manifestações. Fevereiro foi um mês muito doce sinto que saboreei cada bocadinho e que, em geral, foi um mês muito generoso mas que voou das minhas mãos.
Huuuummm... o que há para destacar, em Fevereiro?
Foi através do Instagram que descobri uma pastelaria muito especial. De todas as plataformas de comunicação devo confessar que gosto muito do Instagram pela forma imediata e divertida como os conteúdos podem ser divulgados, pelas expressões e hastags, pelos filtros que transformam fotos, enfim, gosto. É no Instagram @quadradosdechocolate que partilho alguns pormenores do dia-a-dia, dos locais onde vou, as refeições que faço. Sigo centenas de pessoas e páginas. São para mim, fontes de inspiração, instantes de memória partilháveis, álbuns de vida e distracções á distancia de um clique.
Foi através do Instagram que descobri "O Chapeleiro"
Se sempre quiseram entrar no mundo do País das maravilhas, esta pastelaria gourmet é provavelmente a experiência mais parecida que terão. O maravilhoso mundo da Alice no País das Maravilhas está de portas abertas na AV. Visconde Nespereira, mesmo em frente ao GNRantion.
Chama-se "O Chapeleiro" é a nova pastelaria gourmet da cidade de Braga, é um espaço elegante, requintado com uma enorme atenção á estética e aos detalhes, que conquistam os clientes.
Cinquenta por cento do nome já prometia que eu poderia vir a gostar do Chapeleiro.
O plano era um lanchinho flash com as amigas para celebrar a amizade, para contar histórias, descobertas, peripécias e vitórias, com encontros doces que nos deixam bem pertinho. A escolha do espaço foi planeada, ainda nenhuma de nós conhecia o espaço por isso decidimos conhecer todas juntas. Fomos praticamente as únicas a ocupar as mesas num sábado á tarde e essa tranquilidade, aliada á excelente localização e ao lanche caprichado, não tem preço.
Este filme de animação é a minha cara!
Mágico e inesquecível... O Alice no País das Maravilhas transporta-nos para um mundo de sonho e fantasia que derrete o coração. Adoro tudo no filme desde as personagens excêntricas ao guião de fazer girar cabeças do inicio ao fim. Alice no País das Maravilhas é uma história intemporal que encaixa em qualquer geração. Em muitas famílias ela passa de mãe para filha. Desta forma ficou em nossas memórias e foi combustível para a nossa imaginação, provando que um dos maiores valores é levar de volta aos adultos o olhar infantil sobre o mundo, misturando os conceitos de tempo, espaço, maldade, justiça, conflitos existenciais e civilidade.
Toda a decoração foi inspirada na obra de Lewis Carroll. Até a empregada que nos serve se transforma na personagem.
Toda a decoração e cenários foram precisamente inspirados na história. Não faltam livros com as histórias, chávenas de chá, baralhos de cartas, relógios, espelhos, abjures originais em forma de cartola. As cadeiras e as mesas são pitorescas, os tampos das mesas são diferentes a imitar um relógio. O espaço tem todo ele tons de vermelho, preto e muito dourado.
E não é só a decoração que é meticulosamente pensada para que os clientes se sintam dentro do universo da Alice. Há também bolos caseiros! Para a mesa vieram um muffim de chocolate e dois muffins de laranja com pepitas de chocolate que foram os co-protagonistas perfeitos da ocasião e não desiludiram. O doce do sumo de laranja natural adocicou todas as nossas conversas e os galões aqueceram as mãos de um dia de Fevereiro bem fresco.
Os nossos bolos estavam deliciosos tanto quanto a nossa conversa.
É o tipo de lugar que quero regressar com gosto e vontade. Os bolos, a mesa á janela, uma óptima playlist são apenas a desculpa perfeita para o fazer.
O chapeleiro está aberto todos os dias entre as 6 e as 21:30 horas, disponibilizando também um serviço de refeições diárias económicas desde massas, saladas variadas a pratos tradicionais e apetitosos como arroz de feijão com panados, bolinhos de bacalhau, feijoada, entre outros.
E vocês já conheciam o espaço?
Fevereiro é sempre o mês do amor, nas mais diversas manifestações. Fevereiro foi um mês muito doce sinto que saboreei cada bocadinho e que, em geral, foi um mês muito generoso mas que voou das minhas mãos.
Huuuummm... o que há para destacar, em Fevereiro?
Foi através do Instagram que descobri uma pastelaria muito especial. De todas as plataformas de comunicação devo confessar que gosto muito do Instagram pela forma imediata e divertida como os conteúdos podem ser divulgados, pelas expressões e hastags, pelos filtros que transformam fotos, enfim, gosto. É no Instagram @quadradosdechocolate que partilho alguns pormenores do dia-a-dia, dos locais onde vou, as refeições que faço. Sigo centenas de pessoas e páginas. São para mim, fontes de inspiração, instantes de memória partilháveis, álbuns de vida e distracções á distancia de um clique.
Foi através do Instagram que descobri "O Chapeleiro"
Se sempre quiseram entrar no mundo do País das maravilhas, esta pastelaria gourmet é provavelmente a experiência mais parecida que terão. O maravilhoso mundo da Alice no País das Maravilhas está de portas abertas na AV. Visconde Nespereira, mesmo em frente ao GNRantion.
Chama-se "O Chapeleiro" é a nova pastelaria gourmet da cidade de Braga, é um espaço elegante, requintado com uma enorme atenção á estética e aos detalhes, que conquistam os clientes.
Cinquenta por cento do nome já prometia que eu poderia vir a gostar do Chapeleiro.
O plano era um lanchinho flash com as amigas para celebrar a amizade, para contar histórias, descobertas, peripécias e vitórias, com encontros doces que nos deixam bem pertinho. A escolha do espaço foi planeada, ainda nenhuma de nós conhecia o espaço por isso decidimos conhecer todas juntas. Fomos praticamente as únicas a ocupar as mesas num sábado á tarde e essa tranquilidade, aliada á excelente localização e ao lanche caprichado, não tem preço.
Este filme de animação é a minha cara!
Mágico e inesquecível... O Alice no País das Maravilhas transporta-nos para um mundo de sonho e fantasia que derrete o coração. Adoro tudo no filme desde as personagens excêntricas ao guião de fazer girar cabeças do inicio ao fim. Alice no País das Maravilhas é uma história intemporal que encaixa em qualquer geração. Em muitas famílias ela passa de mãe para filha. Desta forma ficou em nossas memórias e foi combustível para a nossa imaginação, provando que um dos maiores valores é levar de volta aos adultos o olhar infantil sobre o mundo, misturando os conceitos de tempo, espaço, maldade, justiça, conflitos existenciais e civilidade.
Toda a decoração foi inspirada na obra de Lewis Carroll. Até a empregada que nos serve se transforma na personagem.
Toda a decoração e cenários foram precisamente inspirados na história. Não faltam livros com as histórias, chávenas de chá, baralhos de cartas, relógios, espelhos, abjures originais em forma de cartola. As cadeiras e as mesas são pitorescas, os tampos das mesas são diferentes a imitar um relógio. O espaço tem todo ele tons de vermelho, preto e muito dourado.
E não é só a decoração que é meticulosamente pensada para que os clientes se sintam dentro do universo da Alice. Há também bolos caseiros! Para a mesa vieram um muffim de chocolate e dois muffins de laranja com pepitas de chocolate que foram os co-protagonistas perfeitos da ocasião e não desiludiram. O doce do sumo de laranja natural adocicou todas as nossas conversas e os galões aqueceram as mãos de um dia de Fevereiro bem fresco.
Os nossos bolos estavam deliciosos tanto quanto a nossa conversa.
É o tipo de lugar que quero regressar com gosto e vontade. Os bolos, a mesa á janela, uma óptima playlist são apenas a desculpa perfeita para o fazer.
O chapeleiro está aberto todos os dias entre as 6 e as 21:30 horas, disponibilizando também um serviço de refeições diárias económicas desde massas, saladas variadas a pratos tradicionais e apetitosos como arroz de feijão com panados, bolinhos de bacalhau, feijoada, entre outros.
E vocês já conheciam o espaço?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Concerto Carolina Deslandes
Concerto Carolina Deslandes

O blogue em Dezembro do ano passado andou parado, no entanto fiz muitas coisas que quero partilhar por aqui. Portanto, por mim, podemos oficializar que este ano vão aparecer muitas histórias que aconteceram no ano passado, pode ser? E começa muito bem com o Concerto da Carolina Deslandes.
O porto é uma cidade que adoro, tão familiar e sempre tão intensa na forma como nos acolhe no seu regaço. Só podia terminar o último mês de 2018 com um enorme sentimento de gratidão, porque partilhei dias verdadeiramente memoráveis. Foi no feriado dia 1 de Dezembro que o Porto ligou oficialmente as iluminações nas ruas e a árvore de natal da cidade,
O mote para os meus amigos foi "Vamos ver as luzinhas?" e fomos. Permitam-me dizer que uma das melhores coisas do Natal é ver as luzinhas com quem amamos. Lá fomos nós ver os edifícios adornados, as ruas cheias de decorações especiais. Lá saímos nós á rua com o frio na ponta do nariz, que nos faz sorrir e sair vapor pela boca, faz-nos andar aos pulos e ás cavalitas como se todos os minutos fossem véspera de natal.
Fomos até á Avenida dos Aliados, a avenida mais imponente da cidade, muito urbana e muito europeia, com uma arquitectura que impressiona. A beleza das fachadas e das cúpulas permanecem. A avenida recebeu este nome em referencia dos países aliados da primeira Guerra Mundial, Por aqui passam manifestações, comemorações do F.C, Porto, festas de S. João, passagem de ano e muitos outros eventos. Acho completamente imperdível para quem visita a cidade, a Avenida dos Aliados é o coração da cidade... que encanta, é uma praça que funciona como sala de estar dos Portuenses.
Aqui era sem dúvida o epicentro da festa, tendo a música como principal fio condutor, Carolina Deslandes estava marcada para subir ao palco pelas 16, 30 horas, o palco montado junto ao Espelho de Água, na placa superior dos Aliados, foi o cenário perfeito para acolher uma das maiores artistas da actual geração de cantores e compositores portugueses.
Com entrada gratuita achei que era a oportunidade perfeita para assistir ao vivo ao Concerto da Carolina Deslandes,
A noite estava fria, as luzes da cidade cobriam o céu de um tom quente. A Avenida dos Aliados começou a ser preenchida por uma moldura humana plural, distinta e unida por um motivo comum: o concerto da Carolina, que voltou a fazer história. Eramos muitos, tantos que não saberia precisar de várias idades, nacionalidades e experiências de vida. Ao nosso lado estava um casal com as suas filhas gémeas e ternamente cantavam abraçados e embalados as canções que sabiam de cor. È este o encanto umbilical da música. È este despertar de sensações e emoções, ainda que possamos não partilhar o mesmo idioma. E sem dar conta, este calor humano e artístico afastou qualquer brisa mais forte porque a energia teve um impacto muito mais grandioso e inspirador. O palco é o mundo da Carolina e ela cuida-o como nenhuma outra. Não é só a voz dela que é especial. Não são só as letras que nos tocam. Não é só o espectáculo que ela cria que nos deixa sem palavras. É a sua humildade, é a sensibilidade com que interpreta cada tema.
Com uma banda fantástica cheia de jazz e com a sua voz delicada e característica, todos nós fomos cantando as suas músicas. Nas pausas, contava-nos história e curiosidades sobre as suas canções ou concertos. Foi um momento tão quentinho, tão bonito e tão memorável que temos vontade de guardar numa caixinha para que nunca se perca.
É impossível sair de lá sem um sorriso escancarado no rosto e de alma quentinha. O seu concerto envolve tanta ternura e musicalidade que se torna memorável e cheio de qualidade.
Temas como "A vida toda" e "Avião de Papel", do seu terceiro álbum, "Casa", são alguns dos êxitos que ouvimos neste concerto especial.
Gosto imenso da música "A vida toda", dá vontade de chorar em todas as notas, todas as silabas...todas elas transmitem uma energia tão forte. Quando ela começou a cantar essa música o ar parou e o tempo também, é incrível, não é? Não se mexe nenhum músculo do corpo que não seja o coração. Porra que bonito. Que quadro tão bonito sobre o amor que é tão grande. Assim que entram as primeiras notas desta música parece que tudo á volta fica a preto e branco, em slowmotion como um filme antigo. Senti-me uma sortuda por poder ouvir aquilo, senti que estava a assistir a algo único, intimo e absolutamente singular.
Carolina, por favor não te deixes "industrializar", não percas o foco, não percas essa tua luz que é tão rara. Na voragem desta vida corrida é muito fácil afastarmo-nos da essência do que somos.
No fim do concerto o Porto inaugurou oficialmente as iluminações de rua e a Árvore de Natal da cidade. O momento foi acompanhado por um espectáculo de fogo de artificio.
Quero também agradecer a todos os que têm vindo até aqui, eu quero continuar a partilhar o que me inspira, o que me faz feliz, quero ser mais autentica. Quero vos contar as minhas histórias e quero que vocês sejam parte da minha história também.

O blogue em Dezembro do ano passado andou parado, no entanto fiz muitas coisas que quero partilhar por aqui. Portanto, por mim, podemos oficializar que este ano vão aparecer muitas histórias que aconteceram no ano passado, pode ser? E começa muito bem com o Concerto da Carolina Deslandes.
O porto é uma cidade que adoro, tão familiar e sempre tão intensa na forma como nos acolhe no seu regaço. Só podia terminar o último mês de 2018 com um enorme sentimento de gratidão, porque partilhei dias verdadeiramente memoráveis. Foi no feriado dia 1 de Dezembro que o Porto ligou oficialmente as iluminações nas ruas e a árvore de natal da cidade,
O mote para os meus amigos foi "Vamos ver as luzinhas?" e fomos. Permitam-me dizer que uma das melhores coisas do Natal é ver as luzinhas com quem amamos. Lá fomos nós ver os edifícios adornados, as ruas cheias de decorações especiais. Lá saímos nós á rua com o frio na ponta do nariz, que nos faz sorrir e sair vapor pela boca, faz-nos andar aos pulos e ás cavalitas como se todos os minutos fossem véspera de natal.
Fomos até á Avenida dos Aliados, a avenida mais imponente da cidade, muito urbana e muito europeia, com uma arquitectura que impressiona. A beleza das fachadas e das cúpulas permanecem. A avenida recebeu este nome em referencia dos países aliados da primeira Guerra Mundial, Por aqui passam manifestações, comemorações do F.C, Porto, festas de S. João, passagem de ano e muitos outros eventos. Acho completamente imperdível para quem visita a cidade, a Avenida dos Aliados é o coração da cidade... que encanta, é uma praça que funciona como sala de estar dos Portuenses.
Aqui era sem dúvida o epicentro da festa, tendo a música como principal fio condutor, Carolina Deslandes estava marcada para subir ao palco pelas 16, 30 horas, o palco montado junto ao Espelho de Água, na placa superior dos Aliados, foi o cenário perfeito para acolher uma das maiores artistas da actual geração de cantores e compositores portugueses.
Com entrada gratuita achei que era a oportunidade perfeita para assistir ao vivo ao Concerto da Carolina Deslandes,
A noite estava fria, as luzes da cidade cobriam o céu de um tom quente. A Avenida dos Aliados começou a ser preenchida por uma moldura humana plural, distinta e unida por um motivo comum: o concerto da Carolina, que voltou a fazer história. Eramos muitos, tantos que não saberia precisar de várias idades, nacionalidades e experiências de vida. Ao nosso lado estava um casal com as suas filhas gémeas e ternamente cantavam abraçados e embalados as canções que sabiam de cor. È este o encanto umbilical da música. È este despertar de sensações e emoções, ainda que possamos não partilhar o mesmo idioma. E sem dar conta, este calor humano e artístico afastou qualquer brisa mais forte porque a energia teve um impacto muito mais grandioso e inspirador. O palco é o mundo da Carolina e ela cuida-o como nenhuma outra. Não é só a voz dela que é especial. Não são só as letras que nos tocam. Não é só o espectáculo que ela cria que nos deixa sem palavras. É a sua humildade, é a sensibilidade com que interpreta cada tema.
Com uma banda fantástica cheia de jazz e com a sua voz delicada e característica, todos nós fomos cantando as suas músicas. Nas pausas, contava-nos história e curiosidades sobre as suas canções ou concertos. Foi um momento tão quentinho, tão bonito e tão memorável que temos vontade de guardar numa caixinha para que nunca se perca.
É impossível sair de lá sem um sorriso escancarado no rosto e de alma quentinha. O seu concerto envolve tanta ternura e musicalidade que se torna memorável e cheio de qualidade.
Temas como "A vida toda" e "Avião de Papel", do seu terceiro álbum, "Casa", são alguns dos êxitos que ouvimos neste concerto especial.
Gosto imenso da música "A vida toda", dá vontade de chorar em todas as notas, todas as silabas...todas elas transmitem uma energia tão forte. Quando ela começou a cantar essa música o ar parou e o tempo também, é incrível, não é? Não se mexe nenhum músculo do corpo que não seja o coração. Porra que bonito. Que quadro tão bonito sobre o amor que é tão grande. Assim que entram as primeiras notas desta música parece que tudo á volta fica a preto e branco, em slowmotion como um filme antigo. Senti-me uma sortuda por poder ouvir aquilo, senti que estava a assistir a algo único, intimo e absolutamente singular.
Carolina, por favor não te deixes "industrializar", não percas o foco, não percas essa tua luz que é tão rara. Na voragem desta vida corrida é muito fácil afastarmo-nos da essência do que somos.
No fim do concerto o Porto inaugurou oficialmente as iluminações de rua e a Árvore de Natal da cidade. O momento foi acompanhado por um espectáculo de fogo de artificio.
Quero também agradecer a todos os que têm vindo até aqui, eu quero continuar a partilhar o que me inspira, o que me faz feliz, quero ser mais autentica. Quero vos contar as minhas histórias e quero que vocês sejam parte da minha história também.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Astérix: o segredo da poção mágica
Astérix: o segredo da poção mágica
Olá, ainda este mês foi com uns amigos á Casa das Artes (Arcos de Valdevez) assistir á nova saga de Astérix e Obélix com o novo filme de animação Astérix:o segredo da poção mágica. Este filme estrou no dia dez de Janeiro nos cinemas.
"Após uma queda durante a colheita de visco, o druida Panoramix decide que chegou a hora de garantir o futuro da aldeia. Acompanhado por Astérix e Obélix ele irá viajar pela Gália á procura de um druida jovem e talentoso que ele possa treinar e que se revele digno de conhecer o segredo da poção mágica".
Com cerca de três milhões de bilhetes vendidos, Astérix - o domínio dos Deuses, realizado por Alexandre Astier e Louis Clichy, foi um dos maiores sucessos cinematográficos de 2014. A mesma dupla é agora responsável pela criação de Astérix: o segredo da poção mágica.
Este filme, ao ser de animação, tem dobragens portuguesas, e com os mesmo actores que já tinham participado em Astérix- o domínio dos Deuses. Assim, Manuel Marques (Astérix) e Eduardo Madeira (Obélix) regressam com vozes deste filme, que conta ainda com Bárbara Bandeira ( Pectina) que se estreia na dobragem de filmes de animação
Gosto muito das histórias aos quadradinhos de Astérix e Obélix, são sem dúvida um clássico da minha infância. Astérix que viria a tornar-se um dos mais conhecidos heróis da banda desenhada de sempre.
Astérix e Obélix conta a história das aventuras vividas por uma pequena aldeia de Gauleses que se recusa a render-se para os romanos, mesmo depois de estes já terem conquistado toda a Gália (chamada Gália, que é o nome da França na época da invasão dos romanos.)
Os principais personagens são Astérix, um baixinho, pouco vistoso, mais astuto do que inteligente, o aventureiro caminha a seu lado Obélix o gigante desajeitado, o entalhador de menires e Panoramix, o druida. A força que eles necessitam para tanta oposição vem de uma poção mágica preparada pelo druida, que os torna fortes e invencíveis (todos a tomam, menos Obélix que como caiu de costas no caldeirão da poção mágica quando era criança, é forte o tempo todo).
Na aldeia, habitavam um chefe com pouca autoridade, um peixeiro com horror a peixe fresco, um bardo com voz de cana rachada, um ferreiro que usava o martelo mais para bater neste último do que para trabalhar na forja e diversos outros exemplos a não seguir. A isto há que acrescentar que todos tinha, nomes acabados em "ix" e que sistematicamente andavam á pancada entre si excepto quando se entretinham a bater nos romanos entrincheirados nos campos fortificados que rodeavam a sua aldeia.
Astérix tem todas as características do francês médio: mal humorado e resmungão, sempre "do contra",mas inflexível em seus princípios. Já Obélix, enorme e bonachão, é apreciador da comida farta e tem um coração tão grande quanto a barriga, está sempre pronto a ajudar os outros. Penso que estes livros são uma parte da cultura da França.
Eles fazem parte da nossa infância e transmitem a ideia que podemos sempre resistir aos mais fortes... mas na vida real cada um tem que criar a sua própria poção mágica.
Depois de ver o filme naveguei pelos mares da memória e lembrei-me que um dos livros mais divertidos que me lembro de ter lido na infância foi Astérix entre os Bretões, recheado de momentos hilariantes.
A história é bem simples, mas cativante: o bretão Cinemapax viaja até á Gália para pedir ajuda a Astérix na luta contra os romanos que estavam quase a dominar a sua aldeia. Para ajudar os Bretões Astérix, Obélix e Cinemapax pretendem levar até á aldeia um barril de poção mágica (o mesmo que tem ajudado Astérix e e seus amigos a resistir a Roma). É claro que eles passam por todo tipo de aperto durante a viagem, como encontros com assaltantes, soldados e piratas...
Uma das coisas que eu mais gosto nos livros do Astérix é a maneira como eles fazem com que mesmo temas pesados (guerra, assaltos, pirataria, etc) não mudem o tom da história, que é divertido e leve.
E claro estes livros vão ficar de "herança" para os meus filhos (quando e se eu tiver, claro!)
Claro que podia falar aqui de muitos outros filmes e livros porque cada um merceria um post á parte... mas, por enquanto, deixo a seguinte recomendação: leiam e divirtam-se! As histórias são leves, o humor é inteligente e os personagens são extremamente carismáticas.
Astérix estreou-se em Portugal a quatro de Maio de 1961, a preto e branco, no número um da revista "Foguetão", dirigida por Adolfo Simões Muller que já tinha estreado Tintin entre nós.
Uma curiosidade, vocês sabiam que há uma batata que se chama Astérix?
Astérix foi o nome utilizado para batizar uma espécie de batata de casca rosada muito cultivada em França, tem um formato oval-alongado e mais teor de amido do que água, duas características que a tornam especialmente indicada para fritar. Ė, aliás, uma espécie, muito utilizada insdustrialmente para fazer batatas fritas pré-congeladas. O que é que isso tem a ver com o caso? Façam o favor de ler Astérix e os Belgas (1979) e verão que foram os irredutíveis os responsáveis pela invenção da batata frita.
Boa semana :)
Olá, ainda este mês foi com uns amigos á Casa das Artes (Arcos de Valdevez) assistir á nova saga de Astérix e Obélix com o novo filme de animação Astérix:o segredo da poção mágica. Este filme estrou no dia dez de Janeiro nos cinemas.
"Após uma queda durante a colheita de visco, o druida Panoramix decide que chegou a hora de garantir o futuro da aldeia. Acompanhado por Astérix e Obélix ele irá viajar pela Gália á procura de um druida jovem e talentoso que ele possa treinar e que se revele digno de conhecer o segredo da poção mágica".
Com cerca de três milhões de bilhetes vendidos, Astérix - o domínio dos Deuses, realizado por Alexandre Astier e Louis Clichy, foi um dos maiores sucessos cinematográficos de 2014. A mesma dupla é agora responsável pela criação de Astérix: o segredo da poção mágica.
Este filme, ao ser de animação, tem dobragens portuguesas, e com os mesmo actores que já tinham participado em Astérix- o domínio dos Deuses. Assim, Manuel Marques (Astérix) e Eduardo Madeira (Obélix) regressam com vozes deste filme, que conta ainda com Bárbara Bandeira ( Pectina) que se estreia na dobragem de filmes de animação
Gosto muito das histórias aos quadradinhos de Astérix e Obélix, são sem dúvida um clássico da minha infância. Astérix que viria a tornar-se um dos mais conhecidos heróis da banda desenhada de sempre.
Astérix e Obélix conta a história das aventuras vividas por uma pequena aldeia de Gauleses que se recusa a render-se para os romanos, mesmo depois de estes já terem conquistado toda a Gália (chamada Gália, que é o nome da França na época da invasão dos romanos.)
Os principais personagens são Astérix, um baixinho, pouco vistoso, mais astuto do que inteligente, o aventureiro caminha a seu lado Obélix o gigante desajeitado, o entalhador de menires e Panoramix, o druida. A força que eles necessitam para tanta oposição vem de uma poção mágica preparada pelo druida, que os torna fortes e invencíveis (todos a tomam, menos Obélix que como caiu de costas no caldeirão da poção mágica quando era criança, é forte o tempo todo).
Na aldeia, habitavam um chefe com pouca autoridade, um peixeiro com horror a peixe fresco, um bardo com voz de cana rachada, um ferreiro que usava o martelo mais para bater neste último do que para trabalhar na forja e diversos outros exemplos a não seguir. A isto há que acrescentar que todos tinha, nomes acabados em "ix" e que sistematicamente andavam á pancada entre si excepto quando se entretinham a bater nos romanos entrincheirados nos campos fortificados que rodeavam a sua aldeia.
Astérix tem todas as características do francês médio: mal humorado e resmungão, sempre "do contra",mas inflexível em seus princípios. Já Obélix, enorme e bonachão, é apreciador da comida farta e tem um coração tão grande quanto a barriga, está sempre pronto a ajudar os outros. Penso que estes livros são uma parte da cultura da França.
Eles fazem parte da nossa infância e transmitem a ideia que podemos sempre resistir aos mais fortes... mas na vida real cada um tem que criar a sua própria poção mágica.
Depois de ver o filme naveguei pelos mares da memória e lembrei-me que um dos livros mais divertidos que me lembro de ter lido na infância foi Astérix entre os Bretões, recheado de momentos hilariantes.
A história é bem simples, mas cativante: o bretão Cinemapax viaja até á Gália para pedir ajuda a Astérix na luta contra os romanos que estavam quase a dominar a sua aldeia. Para ajudar os Bretões Astérix, Obélix e Cinemapax pretendem levar até á aldeia um barril de poção mágica (o mesmo que tem ajudado Astérix e e seus amigos a resistir a Roma). É claro que eles passam por todo tipo de aperto durante a viagem, como encontros com assaltantes, soldados e piratas...
Uma das coisas que eu mais gosto nos livros do Astérix é a maneira como eles fazem com que mesmo temas pesados (guerra, assaltos, pirataria, etc) não mudem o tom da história, que é divertido e leve.
E claro estes livros vão ficar de "herança" para os meus filhos (quando e se eu tiver, claro!)
Claro que podia falar aqui de muitos outros filmes e livros porque cada um merceria um post á parte... mas, por enquanto, deixo a seguinte recomendação: leiam e divirtam-se! As histórias são leves, o humor é inteligente e os personagens são extremamente carismáticas.
Astérix estreou-se em Portugal a quatro de Maio de 1961, a preto e branco, no número um da revista "Foguetão", dirigida por Adolfo Simões Muller que já tinha estreado Tintin entre nós.
Uma curiosidade, vocês sabiam que há uma batata que se chama Astérix?
Astérix foi o nome utilizado para batizar uma espécie de batata de casca rosada muito cultivada em França, tem um formato oval-alongado e mais teor de amido do que água, duas características que a tornam especialmente indicada para fritar. Ė, aliás, uma espécie, muito utilizada insdustrialmente para fazer batatas fritas pré-congeladas. O que é que isso tem a ver com o caso? Façam o favor de ler Astérix e os Belgas (1979) e verão que foram os irredutíveis os responsáveis pela invenção da batata frita.
Boa semana :)
domingo, 27 de janeiro de 2019
A Star is a born
A Star is a born
No fim do ano passado foi assistir o filme "Nasce uma estrela" (A Star is a born) na Casa das Artes e simplesmente adorei toda a produção. Diferente do que muitas pessoas pensam (A star is a born) não é um filme sobre a vida de Lady Gaga, e sim uma história sobre uma garota que canta e compõe canções e que quando menos espera conhece Jackson, um grande astro do Rock.
Sou suspeita porque música é o meu mundo e tudo o que retrate esse meio, regra geral, eu gosto, mas atrevo-me a dizer que mesmo uma pessoa que não tenha grande afinidade por música vai gostar. O filme é um melodrama de estúdio como já não se fazem - para gáudio de alguns, dada a injusta má fama que o género tem - e há que dizer, é um filme do caraças.
Em vez de Bradley Cooper como realizador podíamos ter tido Clint Eastwood e em vez de Lady Gaga podíamos ter visto Beyonce no grande ecrã. Era assim que estava pensado... mas Beyoncé desistiu do papel, Clint Eastwood também saiu do projecto e quando já se pensava que ninguém ia pegar neste remake (o original de 1937) eis que Bradley Cooper decide arriscar. Pegou e a meu ver, ganhou.
Lady Gaga. Uma surpresa. Nunca foi grande fã... a verdade é que no filme adorei, com pouca make up e morena, só o vozeirão. Aqui Gaga literalmente despe-se das suas tradicionais performances extravagantes e entraga-se ao papel de uma jovem cantora. Precisava mesmo deste parêntese para falar de Lady Gaga neste papel, porque só a conseguia ver em figuras excêntricas e esqueci-me de apreciar a voz dela. Neste filme percebi como ela é incrível a cantar, proprietária de uma das melhores vozes do seu tempo. Lady Gaga optou por gravar as cenas de música AO VIVO, porque ela não queria simplesmente fazer playback!! E, além disso, também temos uma mãozinha dela em parte das letras, escritas exclusivamente para o filme. Foi ela que me surpreendeu a todos os níveis e é por ela que acho que este filme está imperdível. Sinto que ela faz um bocadinho dela mesma na vida real - jovem introvertida que sonha com uma carreira musical e acaba por vingar - mas está um espanto na mesma.
Bradley Cooper como actor é excelente (mais uma vez prova porque está entre os melhores) mas como realizador tinha as minhas dúvidas. Para este filme Bradley Cooper teve aulas de voz e de guitarra e algumas das cenas foram filmadas durante os principais festivais de verão. Cooper é citado como uma das pessoas mais influentes e poderosas na indústria de entretenimento americano, assim como um dos homens mais atraentes do mundo por vários meios de comunicação.
A história anda à volta de Ally que tem um talento indiscutível para cantar e compor, porém, nenhuma editora lhe dá uma oportunidade por não se enquadrar no padrão "popstar". Quando conhece Jackson Maine - uma estrela de música country por quem se apaixona - e se vê, a pedido dele num palco, em frente a um público gigantesco e a cantar a sua música, a sua vida muda para sempre. E enquanto Ally ascende para um novo patamar, apenas reservado á fama, ao estrelato e ao sucesso, Jackson vai caindo no esquecimento do público pelo abuso de álcool e drogas. O relacionamento dos dois, no entanto, é abalado pelas recorrentes recaídas de Jack, que se afunda mais e mais enquanto Ally alcança o seu auge profissional. Muitas vezes descrito como um filme sobre música e uma história de amor. Creio que mais visceral que isso, é uma história sobre lealdade. Lealdade para com quem amamos - nos bons e maus momentos. Um filme sobre superações, dificuldades e confrontos (internos e externos) que as personagens vivem. Com um final que começa a ser previsível a meio do filme não chega para evitar as lágrimas nas cenas finais.
Além da história abordar um drama real, que é o facto dos artistas bem sucedidos refugiarem-se no mundo negro, consegue tocar em temas bem actuais como a fama e o sucesso. E levanta alguns temas cruciais como a beleza o talento e a auteticidade.
Ally (Lady Gaga) é uma miúda que adora cantar, mas que sempre lhe disseram que era demasiado feia, porque tinha um nariz muito grande. Ela deixa que isso a bloqueie e trabalha num restaurante enquanto canta num bar, á noite. Até que ponto consideramos que a beleza é um motivo para termos mais ou menos oportunidades!? A resposta é. . Até ponto nenhum o nosso aspecto não diz nada sobre nós. Mas, não sejamos hipócritas, isso ainda move o mundo em que vivemos, infelizmente. Durante o sua subida para o estrelato Jack dá-lhe o melhor conselho que se pode dar a alguém. Para ela ser autêntica, para ser ela própria, para ser genuína. É o facto de nos mantermos fiéis àquilo em que acreditamos que faz de nós melhores, em qualquer área da nossa vida. Não é o nosso aspecto que define o nosso talento e a nossa autenticidade.
O resto é bom gosto, dignidade e algumas das lágrimas mais genuínas que já caíram numa história destas. Podemos já ter visto isto, podemos saber onde tudo vai acabar, mas a alma está lá, das grandes até às micro-coisas, desde a maneira como Ally (Gaga) cobre a cara de vergonha a cantar Shallow pela primeira vez perante milhares de pessoas,até ao cabelo que Jackson (Cooper) )lhe afasta dos olhos, num diálogo intimista.
A banda sonora é assim qualquer coisinha. Adoro a música "Shallow" que venceu nos globos de ouro como melhor canção original, e hoje em dia passa em loop cá em casa e no carro, mas também gosto muito da música " Always remember us this way". Saímos do cinema e fomos logo pesquisar todas as músicas.
É um filme que fica no coração. Eu acho que é pela música. Sempre pela voz da música.
Alguém por aí já assistiu ao filme?
Boa semana para todos
No fim do ano passado foi assistir o filme "Nasce uma estrela" (A Star is a born) na Casa das Artes e simplesmente adorei toda a produção. Diferente do que muitas pessoas pensam (A star is a born) não é um filme sobre a vida de Lady Gaga, e sim uma história sobre uma garota que canta e compõe canções e que quando menos espera conhece Jackson, um grande astro do Rock.
Sou suspeita porque música é o meu mundo e tudo o que retrate esse meio, regra geral, eu gosto, mas atrevo-me a dizer que mesmo uma pessoa que não tenha grande afinidade por música vai gostar. O filme é um melodrama de estúdio como já não se fazem - para gáudio de alguns, dada a injusta má fama que o género tem - e há que dizer, é um filme do caraças.
Em vez de Bradley Cooper como realizador podíamos ter tido Clint Eastwood e em vez de Lady Gaga podíamos ter visto Beyonce no grande ecrã. Era assim que estava pensado... mas Beyoncé desistiu do papel, Clint Eastwood também saiu do projecto e quando já se pensava que ninguém ia pegar neste remake (o original de 1937) eis que Bradley Cooper decide arriscar. Pegou e a meu ver, ganhou.
Lady Gaga. Uma surpresa. Nunca foi grande fã... a verdade é que no filme adorei, com pouca make up e morena, só o vozeirão. Aqui Gaga literalmente despe-se das suas tradicionais performances extravagantes e entraga-se ao papel de uma jovem cantora. Precisava mesmo deste parêntese para falar de Lady Gaga neste papel, porque só a conseguia ver em figuras excêntricas e esqueci-me de apreciar a voz dela. Neste filme percebi como ela é incrível a cantar, proprietária de uma das melhores vozes do seu tempo. Lady Gaga optou por gravar as cenas de música AO VIVO, porque ela não queria simplesmente fazer playback!! E, além disso, também temos uma mãozinha dela em parte das letras, escritas exclusivamente para o filme. Foi ela que me surpreendeu a todos os níveis e é por ela que acho que este filme está imperdível. Sinto que ela faz um bocadinho dela mesma na vida real - jovem introvertida que sonha com uma carreira musical e acaba por vingar - mas está um espanto na mesma.
Bradley Cooper como actor é excelente (mais uma vez prova porque está entre os melhores) mas como realizador tinha as minhas dúvidas. Para este filme Bradley Cooper teve aulas de voz e de guitarra e algumas das cenas foram filmadas durante os principais festivais de verão. Cooper é citado como uma das pessoas mais influentes e poderosas na indústria de entretenimento americano, assim como um dos homens mais atraentes do mundo por vários meios de comunicação.
A história anda à volta de Ally que tem um talento indiscutível para cantar e compor, porém, nenhuma editora lhe dá uma oportunidade por não se enquadrar no padrão "popstar". Quando conhece Jackson Maine - uma estrela de música country por quem se apaixona - e se vê, a pedido dele num palco, em frente a um público gigantesco e a cantar a sua música, a sua vida muda para sempre. E enquanto Ally ascende para um novo patamar, apenas reservado á fama, ao estrelato e ao sucesso, Jackson vai caindo no esquecimento do público pelo abuso de álcool e drogas. O relacionamento dos dois, no entanto, é abalado pelas recorrentes recaídas de Jack, que se afunda mais e mais enquanto Ally alcança o seu auge profissional. Muitas vezes descrito como um filme sobre música e uma história de amor. Creio que mais visceral que isso, é uma história sobre lealdade. Lealdade para com quem amamos - nos bons e maus momentos. Um filme sobre superações, dificuldades e confrontos (internos e externos) que as personagens vivem. Com um final que começa a ser previsível a meio do filme não chega para evitar as lágrimas nas cenas finais.
Além da história abordar um drama real, que é o facto dos artistas bem sucedidos refugiarem-se no mundo negro, consegue tocar em temas bem actuais como a fama e o sucesso. E levanta alguns temas cruciais como a beleza o talento e a auteticidade.
Ally (Lady Gaga) é uma miúda que adora cantar, mas que sempre lhe disseram que era demasiado feia, porque tinha um nariz muito grande. Ela deixa que isso a bloqueie e trabalha num restaurante enquanto canta num bar, á noite. Até que ponto consideramos que a beleza é um motivo para termos mais ou menos oportunidades!? A resposta é. . Até ponto nenhum o nosso aspecto não diz nada sobre nós. Mas, não sejamos hipócritas, isso ainda move o mundo em que vivemos, infelizmente. Durante o sua subida para o estrelato Jack dá-lhe o melhor conselho que se pode dar a alguém. Para ela ser autêntica, para ser ela própria, para ser genuína. É o facto de nos mantermos fiéis àquilo em que acreditamos que faz de nós melhores, em qualquer área da nossa vida. Não é o nosso aspecto que define o nosso talento e a nossa autenticidade.
O resto é bom gosto, dignidade e algumas das lágrimas mais genuínas que já caíram numa história destas. Podemos já ter visto isto, podemos saber onde tudo vai acabar, mas a alma está lá, das grandes até às micro-coisas, desde a maneira como Ally (Gaga) cobre a cara de vergonha a cantar Shallow pela primeira vez perante milhares de pessoas,até ao cabelo que Jackson (Cooper) )lhe afasta dos olhos, num diálogo intimista.
A banda sonora é assim qualquer coisinha. Adoro a música "Shallow" que venceu nos globos de ouro como melhor canção original, e hoje em dia passa em loop cá em casa e no carro, mas também gosto muito da música " Always remember us this way". Saímos do cinema e fomos logo pesquisar todas as músicas.
É um filme que fica no coração. Eu acho que é pela música. Sempre pela voz da música.
Alguém por aí já assistiu ao filme?
Boa semana para todos
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