Livraria Lello
Mais um post que está há muito guardado. Foi em Dezembro do ano passado que visitei a Livraria Lello com uma amiga. Como assim já estamos nos últimos dias de Abril? Hoje fechamos o último fim de semana deste mês e perece que ainda foi ontem que passei este dia maravilhoso no Porto. 2019, vai devagar! Foi no dia 23 (terça-feira) deste mês que se comemorou o Dia Mundial do Livro e por isso nada melhor que hoje falar desta livraria. O Dia Mundial dos Livros e dos direitos de autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.Ler é essencial ao desenvolvimento intelectual e criativo de um ser humano, permite-nos sonhar acordados, imaginar experiências e situações únicas, conhecer locais especiais. Ler é dos hobbies mais estimulantes que se pode ter.
Estaria a mentir se dissesse que não era a visita que mais aguardava . A que mais ansiava entrar.
Todo o amante do reino encantado dos livros vai ficar, literalmente, emocionado ao entrar na Livraria Lello. Sinto que quem vai ao Porto e não visita a Livraria Lello, é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. Digo com toda a certeza do mundo, que é a livraria mais bonita que alguma vez visitei na vida. Não é que já tenha entrado em todas as livrarias deste mundo, mas sei que vai ser difícil superar. Além disso, é nossa, é portuguesa.
Em tempos de leituras rasas e efémeras, quem diria que uma das principais atracções turísticas do Porto seria justamente uma livraria?
Acho mesmo que é quase impossível falar do Porto sem mencionar esta mítica livraria da Rua das Carmelitas. Por isso, como é óbvio, tinha expectativas, muito elevadas em relação ao local.
Era sábado de manhã e o dia da inauguração da iluminação de Natal no Porto, mas a fila para comprar o bilhete não estava muito concorrida. O local onde compramos o bilhete é mesmo num edifício ao lado é, na verdade, uma espécie de extensão da livraria, com dezenas de artigos de merchandising de várias sagas literárias ( vários funko pops e coisas que só apetece comprar e levar para casa) incluindo como é óbvio coisas do Harry Potter.
Do lado de fora já ficamos fascinadas com a fachada em Arte nova, de apontamentos neogóticos e ao entrar conseguimos-nos transportar no tempo e imaginar o quão importante a livraria não foi na vida cultural da cidade desde a sua fundação.
A Livraria Lello foi inaugurada em 1906 e era um negócio da família, dos irmãos José e António Lello. Por fora a fachada foi pintada por José Bielman, com duas figuras a representar a arte e a ciência.
Lá dentro senti-me a Bela ( do filme da Bela e do Monstro, a minha princesa da Disney favorita) no meio de tantos livros vivendo em prateleiras lindíssimas. Todos os livros do mundo mereciam viver num lugar como a Livraria Lello. Mas a fachada da livraria não transparece a opulência interior.
É apaixonante entrar e ver todos os detalhes que impressionam pela sua beleza, os vitrais coloridos nas janelas e no tecto, os adornos em madeira, as colecções de livros raros e a maravilhosa escadaria talhada em madeira com tapete vermelho localizada no centro da livraria. Por dentro, a escadaria é, sem dúvida, aquilo para onde o nosso olhar se desvia inicialmente, mas, a visita é a 360 graus, não se distraiam apenas com a a beleza á vossa volta e apontem os vossos olhos para os esplendorosos vitrais que pairam sobre vós, os pormenores no tecto, e nos pilares, as altas prateleiras cheias de livros não ficam esquecidas. Livros devidamente protegidos por vidro, porque muitos são verdadeiros exemplares antigos, alguns até mais antigos que a livraria é. Todos estes motivos fazem uma pessoa querer passar horas lá dentro.
Aqui é como se entrássemos num mundo de fantasia, onde tudo é possível. Se a J.K. Rowling se inspirou nesta livraria para falar da famosa escadaria de Hogworts que se mexe e leva os alunos a perderem-se no castelo.
Acho que talvez, se fechasse os olhos poderia imaginar-me em Hogworts, e realmente é mágico.
Dizem que J:K: Rowling mudou-se para a cidade do Porto, onde viveu em 1992 e 1993, depois da morte da sua mãe. Lá passou a trabalhar como professora de inglês. No tempo livre, Rowling andava pelas ruas do Porto, em busca de ideias para conseguir terminar o livro: frequentadora da Livraria Lello, encontrou na sua fabulosa escadaria inspiração para criar alguns dos ambientes do castelo de Hogworts. Dizem também que nos trajes académicos dos estudantes universitários portuenses, inspirou-se para conceber as longas capas pretas que fazem parte da vestimenta dos alunos da escola de magia e bruxaria.
A nível de oferta de livros, é como qualquer livraria, mas se são verdadeiros fãs de Harry Potter se gostam mesmo do universo "Potteriano" vão gostar de saber que existe todo um merchandising em inúmeras prateleiras da livraria, incluindo varinhas, a snitch, edições exclusivas e jogos. A livraria centenária apresenta mais de 100 mil títulos incluindo traduções para inglês de talentos portugueses como Fernando Pessoa e José Saramago, também vai encontrar revistas, cd´s, livros antigos e uma grande variedade de publicidade sobre o próprio Porto.
Todos estes motivos e mais alguns fazem com que não seja á toa que a livraria já esteve por diversas vezes nas primeiras posições em listas que listam as livrarias mais bonitas do mundo. Tendo sido eleita em 2008 e em 2011 a terceira livraria mais bonita do mundo, respectivamente pelo Guardian e pelo Lonely Planet. Desta forma a livraria é a segunda atracção turística portuguesa com maior número de visitantes ( só perde para o Castelo de São Jorge). No top dos visitantes que mais visitaram a livraria icónica encontram-se os vizinhos espanhóis, seguidos dos portugueses e depois dos franceses.
Em 2013 foi classificada como monumento de interesse público.
A livraria tem custo de 5 euros, mas podem descontar na totalidade se forem comprar um livro. Eu não descontei em nenhum, na verdade, fiquei tão indecisa e depois acabei por não trazer nenhum para casa.
Este é sem dúvidas um dos lugares que quero muito regressar.
Quem mais ficou com vontade de ir até ao Porto agora mesmo?
E por falar em livros, deixem nos comentários o nome do livro que vocês estão a ler, ou que leram recentemente.
Até breve
Livraria Lello
Rua das Carmelitas, 144
2º a 6º feira 10h-19h:30
Fim-de-semana 10- 19h
Custo de 5 euros ( dedutivel numa compra por pessoa)
domingo, 28 de abril de 2019
quinta-feira, 25 de abril de 2019
Sotam Country House
Sotam Country House
Há algum tempo que tenho este post planeado e estruturado, mas tem surgindo sempre novas publicações.
Um fim-de- semana para recordar- do latim re-cordis "voltar a passar pelo coração".
Um fim-de-semana em modo off era tudo o que precisávamos.
Escolhemos um pequeno refúgio, que fosse a um pulinho de Piodão. Foi em Fevereiro que decidimos ir até ás aldeias de Xisto e durante essa visita ficámos nesta casa maravilhosa.
Nestes dias consultamos pouco as redes sociais e estivemos completamente desligados do mundo, das noticias e das tendências da actualidade, mas mais ligados do que nunca ao que realmente importa.
É um destino que se aprende a gostar, com a maturidade, não é? Se na infância e adolescência só queria lugares com muita dinâmica, não queria locais que são conhecidos mais pela sua lentidão, mas hoje sei que é o destino ideal para praticar o estreitamento de laços.
O Sotam Country House integra a oferta de alojamento da rede de Aldeias de Xisto é uma casa de campo em Vila Nova de Ceira, a cerca de 5 km de Góis e a 40 km de Coimbra.
Num dos mais belos locais da região, o cerro da Candosa, onde confluem os rios Sotam e Ceira na Serra da Lousã, esta casa de arquitectura beirã, foi restaurada, mas manteve a traça original. Fica na aldeia de Murtinheira, entre a Lousã e Góis.
No dia marcado chegámos ao Sotam Country House uma casa vermelha com ar de casinha da avó melhorada, bicicletas á porta numa rua discreta... as expectativas estavam a cumprir-se.
O Sr. João Matos, o proprietário recebeu-nos com uma enorme simpatia, mostrou-nos o espaço e todos os cantos da casa, ele possui uma paixão enorme por toda a região, conhecendo e explicando todos os locais possíveis para percorrermos durante a estadia.
O Sotam Country House dispõe de seis quartos, sendo que três são de casal, dois duplos de beliches e um quádruplo de beliches. Conta ainda com sala e cozinha comuns e , no exterior, disponibiliza um pátio com forno a lenha e um jardim com churrasqueira. Pode alugar-se a casa inteira ou quartos independentes.
Vale a pena revelar que Sotam é Matos escrito ao contrário, o apelido da família a quem esta casa pertence, antes de se tornar num alojamento local, era a casa de férias deles, daí a quantidade de pormenores incríveis que encontramos em cada divisão.
A decoração é super imaginativa e com um toque muito pessoal. A decoração tem vários elementos que nos remetem para um ambiente de casa da avó, num " vintage com twist" ou shabby-chic colorido, que adoro. Em cada cantinho descobrimos um pormenor novo e adorável que reflecte o carinho que os donos da casa colocaram nela!
As paredes e móveis repintados, os espaços redecorados, procurando manter-se na vanguarda do bom gosto e este foi um dos pormenores que nos agradou muito.
Com muitos apontamentos de cor, que nos remetem sempre para os dias de Verão despreocupados, a casa é mesmo conhecida pelas suas cores garridas e pormenores rústicos e tradicionais. Outro dos pormenores que gostei muito foi que tinha imensas peças em croché, uma característica artesanal que é perfeita para garantir uma decoração muito mais personalizada, aconchegante e charmosa. Considerado como um item atemporal o croché na decoração pode aquecer o inverno, acrescentar texturas nos ambientes, renovar o visual de um móvel, ou ainda simplesmente dar um toque retro ao espaço.Além destas características faz me lembrar as toalhinhas de croché que enchiam de charme a casa das minhas avós e foi tão bom reviver essa memória.
Todos os pormenores não passam despercebidos e resultam numa simbiose perfeita.
Estar nesta casa é como viajar no tempo, mas com um pezinho no presente. Quadros personalizados, abat-jours, objectos carregados de história criam um espaço acolhedor e único.
O meu quarto preferido era sem dúvidas o "Romeu e Julieta" porque acompanha na perfeição o ambiente desta Country House, com um toque de "romance de outros tempos" como nos surgem os cortinados de corações em croché, a colcha em patchwork florido , os puzzles românticos emoldurados, entre tantos outros pormenores.
A cozinha tinha um aspecto familiar, talvez por depois de acordar sem horas nos termos todos reunido quando o pequeno-almoço foi servido, simples mas com tudo o que era preciso; padaria, bebidas quentes, as tradicionais compotas caseiras que os donos da casa nos deixaram com sabores desde (tomate, de amora, de abóbora... até de kiwi e courgette).
Ou pelo convite a preparar as refeições por aqui, coisa que fizemos ao jantar.
E foi ao pé da salamandra generosa que terminamos a noite com conversas de fazer perder a noção do tempo.
Infelizmente o tempo foi curto e chuvoso, noutras circunstâncias possivelmente teríamos aproveitado o jardim da casa e a churrasqueira.
Fazer as malas e regressar a casa é sempre agridoce. Mas levamos sempre connosco estes momentos em família, as memórias, os pequenos momentos.
Se procuram um espaço semelhante para uma escapadinha do género não podia recomendar mais. Uma verdadeira experiência em Góis com todos os privilégios.
"Sou do tamanho do que vejo" está escrito na literatura portuguesa e está registado na minha alma. Sempre que fecho os olhos , a alma viaja para estes fins-de-semana que não quero mais esquecer, .
E vocês gostam do turismo rural? O que recomendam?
segunda-feira, 22 de abril de 2019
Yeeey! Aniversário...
YeeeeY! Aniversário
Obrigada
Obrigada pelas várias mensagens,
Obrigada pelas palavras,
Obrigada pelos telefonemas,
Obrigada pelos beijinhos e abraços sentidos,
Obrigada pela overdose de mimalhada,
Obrigada pelas prendinhas que adorei.
Não posso pedir mais seria muito injusto, mesmo se o fizesse. Somos um somatório de "coisas" e as nossas opções são tantas vezes absolutamente determinantes para a nossa realização pessoal e profissional. Estou muito grata! Só tenho coragem para pedir Saúde para mim e para todos. E agradeço muito também a vocês que tem sido tão especiais desse lado. E hoje deixo-vos 29 carinhosos abraços, cheios de vontade de agarrar sempre a vida com toda a força do universo!
Na verdade estava a pensar fazer vinte factos sobre mim como anda a correr o desafio no Instagram, mas depois lembrei-me que já tenho aqui no blogue os 50 factos sobre mim. Depois lembrei-me de outro desafio também do Instagram que era: Susana não é Susana sem... e vocês davam as respostas! Achei tão original que resolvi trazer aqui para o blogue, entre as várias respostas que vocês deram aquilo que também acho sobre mim numa palavra apenas.
Aqui vai:
Eu sou....
Livros, pormenores, gatos, pijamas, chá, pipocas, mantas, Kitty, flores, Mickey Mouse, viagens, descobertas, caminhadas, listas, música, cor-de-rosa, Outono e Primavera, sono, distracção, catos, Natal, coisas feitas á mão, Disney, filmes, canecas, alegria, coração cheio, primark, postais, ímans do frigorífico, amarelo, Nutella, livros de culinária, Bela e o Monstro, colecções, desenhos animados, cafunés, chocolates, surpresas, Bordallo Pinheiro, gomas, livrarias, decoração, loja do gato preto, praia, blogues, roupa com florzinhas Carneiro, gelados, cogumelos, postais, papelarias, família, Jonh Green, estrelas e cometas, luzes, ganchos de cabelo,bordados, Jogos de cultura geral, Pinterest, emotiva, coração na boca, rir, batatas fritas, disneyland, sonhadora.
E vocês, quais as palavras que vos definem?
Obrigada
Obrigada pelas várias mensagens,
Obrigada pelas palavras,
Obrigada pelos telefonemas,
Obrigada pelos beijinhos e abraços sentidos,
Obrigada pela overdose de mimalhada,
Obrigada pelas prendinhas que adorei.
Não posso pedir mais seria muito injusto, mesmo se o fizesse. Somos um somatório de "coisas" e as nossas opções são tantas vezes absolutamente determinantes para a nossa realização pessoal e profissional. Estou muito grata! Só tenho coragem para pedir Saúde para mim e para todos. E agradeço muito também a vocês que tem sido tão especiais desse lado. E hoje deixo-vos 29 carinhosos abraços, cheios de vontade de agarrar sempre a vida com toda a força do universo!
Na verdade estava a pensar fazer vinte factos sobre mim como anda a correr o desafio no Instagram, mas depois lembrei-me que já tenho aqui no blogue os 50 factos sobre mim. Depois lembrei-me de outro desafio também do Instagram que era: Susana não é Susana sem... e vocês davam as respostas! Achei tão original que resolvi trazer aqui para o blogue, entre as várias respostas que vocês deram aquilo que também acho sobre mim numa palavra apenas.
Aqui vai:
Eu sou....
Livros, pormenores, gatos, pijamas, chá, pipocas, mantas, Kitty, flores, Mickey Mouse, viagens, descobertas, caminhadas, listas, música, cor-de-rosa, Outono e Primavera, sono, distracção, catos, Natal, coisas feitas á mão, Disney, filmes, canecas, alegria, coração cheio, primark, postais, ímans do frigorífico, amarelo, Nutella, livros de culinária, Bela e o Monstro, colecções, desenhos animados, cafunés, chocolates, surpresas, Bordallo Pinheiro, gomas, livrarias, decoração, loja do gato preto, praia, blogues, roupa com florzinhas Carneiro, gelados, cogumelos, postais, papelarias, família, Jonh Green, estrelas e cometas, luzes, ganchos de cabelo,bordados, Jogos de cultura geral, Pinterest, emotiva, coração na boca, rir, batatas fritas, disneyland, sonhadora.
E vocês, quais as palavras que vos definem?
domingo, 7 de abril de 2019
Calendário da National Geographic 2019 Geopark Estrela
Calendário da National Geographic 2019 Geopark Estrela
Foi no Natal do ano passado que passei três dias na zona da Guarda com os meus tios que vivem lá.
Foram três dias e pareceram uma sobremesa daquelas em que nos lambuzamos e a última colherada chega mais depressa do que desejávamos, mas foi revigorante.
Não estive conectada ás redes - a casa dos meus tios não tem Internet e estava sem dados móveis - mas estive mais ligada do que nunca á minha companhia, ao meu corpo ao mundo em redor que estava ao alcance dos meus olhos e não de um ecrã.
Enlaçar-me com o que realmente importa foi fundamente para que estes dias, principalmente em altura de Natal, fossem absolutamente relaxantes e ideais para recarregar energias.
Ficámos na aldeia onde vivem os meus tios chamada Rochoso, e o sossego, a felicidade de partilhar aqueles momentos com os meus tios foram impagáveis. Embrenhamos-nos na mata e no bosque e respiramos os aromas do Inverno, sentimos o cheiro a terra húmida e partimos á descoberta dos melhores cogumelos, míscaros, sanchas e, enfim, boletus. Entre jogos da malha, a preparação da ceia, as conversas tardias á lareira em amena cavaqueira, as histórias dos meus tios que já foram emigrantes em França, foram três dias mesmo bem passados. O Madeiro de Natal é o ponto de encontro obrigatório em dia de consoada na aldeia. As pessoas juntam-se em volta de uma grande fogueira para brindar com os amigos e familiares depois do tradicional jantar da Consoada.
Não tinha muitos planos para visitar porque sabia que ía passar os meus dias mais junto da família, o único sitio que visitamos foi mesmo a Cidade da Guarda que estava engalanada para o Natal.
Desde que me lembro que gosto de revistas. Por mais facilidades que a gente tenha hoje para ver online, nada se compara ao acto de sentar completamente offline, com uma revista em mãos e ler tranquilamente. Claro que sim, diminui a incidência de compras de revistas em formato de papel, mas continuo a comprar e a ler. Se leio tudo? Não. Geralmente dou uma passada de olho nas noticias de forma mais rápida e separo as matérias que quero ler com mais calma para depois.
Desde que me lembro que sempre gostei das revistas da National Geographic e desde á uns anos para cá que compro no inicio de Janeiro o calendário que eles lançam.
Gosto de ter sempre um calendário de parede na cozinha, este ano ofereceram-me um lindo com frases inspiradora da Mr. Wonderful, que quero falar mais para a frente.
Adoro olhar para os calendários e ter as actividades programadas ( não só na minha mente). Acho uma ferramenta fantástica para organizar os meus meses sem me esquecer de nada
Este ano e para surpresa minha, o tema é o Geopark Estrela, que me fez ter mais curiosidade para adicionar locais para uma próxima visita á zona da Guarda. Descobri imensos sítios através deste calendário que não fazia ideia que existiam.
Para arrancarmos inspirados e com vontade de conhecer novos lugares , a revista lança um calendário exclusivo revelando determinadas zonas fantásticas do nosso país que não podemos perder.
Cada mês tem direito a uma fotografia - cada uma tem o seu devido tempo de antena, com um pequeno mapa do ponto turístico de destaque, uma pequena descrição do espaço, curiosidades muito interessantes e os feriados dentro da zona do Geopark Estrela.
As fotos estão magnificas, e verdade é que fizeram uma escolha justa dos locais. Deste lado, dos locais referidos ainda não visitei nenhum, o que significa que tenho muito por ver naquela zona.
Este calendário trás a sugestão do Geossítio do Fragão do Poio dos Cães, Geossítio do Cântaro Magro, Geossítio da Nave de Santo António e Poio do Judeu, Geossítio da Cabeça da Velha, actividades de lazer, a pastorícia e a transumância, actividades tradicionais, Geossítio das ,Colunas Graníticas do Covão do Boi, Geossítio do cântaro Raso e Vale Glaciário do Zêzere, Centum Cellas e Inselberg de Belmonte, Bosque de São Lourenço e por fim o Geossítio do Covão da Ametade.
Este não é o primeiro ano que tenho o calendário, o primeiro que tive foi em 2013 com as Aldeias Históricas de Portugal, com imagens de Piodão ( não se esqueçam de ver o meu último post no blogue onde falo sobre Piodão), Belmonte, Sortelha, Marialva, Monsanto, Almeida, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo entre outras...
Em 2015 voltei a comprar e nesse ano deu-nos a conhecer bonitas imagens do Alto Douro Vinhateiro. No ano seguinte em 2016 ficámos pela zona da Arrábida. Espraiando-se entre os concelhos de Palmela, Sesimbra e Setúbal, a Arrábida é um nome mítico onde se juntam valores naturais e culturais no espaço de escassos quilómetros. Da exuberante biodiversidade marinha aos endemismos botânicos, da fauna residente aos visitantes migratórios ocasionais, a Arrábida é naturalmente local de culto para conservacionistas. Também neste calendário o património cultural é digno de nota, com particular destaque para sítios arqueológicos únicos e exemplos de arquitectura militar e religiosa com vários séculos.
O nosso país fascina-me imenso, podemos observar tantas realidades e tesouros diferentes no mesmo território.
Se gostam de conhecer o nosso Portugal, ver fotografias lindíssimas, e procuram inspiração para o próximo destino, recomendo muito que no inicio do ano comprem este fantástico calendário.
E vocês conheciam este calendário da National Geographic?
Foi no Natal do ano passado que passei três dias na zona da Guarda com os meus tios que vivem lá.
Foram três dias e pareceram uma sobremesa daquelas em que nos lambuzamos e a última colherada chega mais depressa do que desejávamos, mas foi revigorante.
Não estive conectada ás redes - a casa dos meus tios não tem Internet e estava sem dados móveis - mas estive mais ligada do que nunca á minha companhia, ao meu corpo ao mundo em redor que estava ao alcance dos meus olhos e não de um ecrã.
Enlaçar-me com o que realmente importa foi fundamente para que estes dias, principalmente em altura de Natal, fossem absolutamente relaxantes e ideais para recarregar energias.
Ficámos na aldeia onde vivem os meus tios chamada Rochoso, e o sossego, a felicidade de partilhar aqueles momentos com os meus tios foram impagáveis. Embrenhamos-nos na mata e no bosque e respiramos os aromas do Inverno, sentimos o cheiro a terra húmida e partimos á descoberta dos melhores cogumelos, míscaros, sanchas e, enfim, boletus. Entre jogos da malha, a preparação da ceia, as conversas tardias á lareira em amena cavaqueira, as histórias dos meus tios que já foram emigrantes em França, foram três dias mesmo bem passados. O Madeiro de Natal é o ponto de encontro obrigatório em dia de consoada na aldeia. As pessoas juntam-se em volta de uma grande fogueira para brindar com os amigos e familiares depois do tradicional jantar da Consoada.
Não tinha muitos planos para visitar porque sabia que ía passar os meus dias mais junto da família, o único sitio que visitamos foi mesmo a Cidade da Guarda que estava engalanada para o Natal.
Desde que me lembro que gosto de revistas. Por mais facilidades que a gente tenha hoje para ver online, nada se compara ao acto de sentar completamente offline, com uma revista em mãos e ler tranquilamente. Claro que sim, diminui a incidência de compras de revistas em formato de papel, mas continuo a comprar e a ler. Se leio tudo? Não. Geralmente dou uma passada de olho nas noticias de forma mais rápida e separo as matérias que quero ler com mais calma para depois.
Desde que me lembro que sempre gostei das revistas da National Geographic e desde á uns anos para cá que compro no inicio de Janeiro o calendário que eles lançam.
Gosto de ter sempre um calendário de parede na cozinha, este ano ofereceram-me um lindo com frases inspiradora da Mr. Wonderful, que quero falar mais para a frente.
Adoro olhar para os calendários e ter as actividades programadas ( não só na minha mente). Acho uma ferramenta fantástica para organizar os meus meses sem me esquecer de nada
Este ano e para surpresa minha, o tema é o Geopark Estrela, que me fez ter mais curiosidade para adicionar locais para uma próxima visita á zona da Guarda. Descobri imensos sítios através deste calendário que não fazia ideia que existiam.
Para arrancarmos inspirados e com vontade de conhecer novos lugares , a revista lança um calendário exclusivo revelando determinadas zonas fantásticas do nosso país que não podemos perder.
Cada mês tem direito a uma fotografia - cada uma tem o seu devido tempo de antena, com um pequeno mapa do ponto turístico de destaque, uma pequena descrição do espaço, curiosidades muito interessantes e os feriados dentro da zona do Geopark Estrela.
As fotos estão magnificas, e verdade é que fizeram uma escolha justa dos locais. Deste lado, dos locais referidos ainda não visitei nenhum, o que significa que tenho muito por ver naquela zona.
Este calendário trás a sugestão do Geossítio do Fragão do Poio dos Cães, Geossítio do Cântaro Magro, Geossítio da Nave de Santo António e Poio do Judeu, Geossítio da Cabeça da Velha, actividades de lazer, a pastorícia e a transumância, actividades tradicionais, Geossítio das ,Colunas Graníticas do Covão do Boi, Geossítio do cântaro Raso e Vale Glaciário do Zêzere, Centum Cellas e Inselberg de Belmonte, Bosque de São Lourenço e por fim o Geossítio do Covão da Ametade.
Este não é o primeiro ano que tenho o calendário, o primeiro que tive foi em 2013 com as Aldeias Históricas de Portugal, com imagens de Piodão ( não se esqueçam de ver o meu último post no blogue onde falo sobre Piodão), Belmonte, Sortelha, Marialva, Monsanto, Almeida, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo entre outras...
Em 2015 voltei a comprar e nesse ano deu-nos a conhecer bonitas imagens do Alto Douro Vinhateiro. No ano seguinte em 2016 ficámos pela zona da Arrábida. Espraiando-se entre os concelhos de Palmela, Sesimbra e Setúbal, a Arrábida é um nome mítico onde se juntam valores naturais e culturais no espaço de escassos quilómetros. Da exuberante biodiversidade marinha aos endemismos botânicos, da fauna residente aos visitantes migratórios ocasionais, a Arrábida é naturalmente local de culto para conservacionistas. Também neste calendário o património cultural é digno de nota, com particular destaque para sítios arqueológicos únicos e exemplos de arquitectura militar e religiosa com vários séculos.
O nosso país fascina-me imenso, podemos observar tantas realidades e tesouros diferentes no mesmo território.
Se gostam de conhecer o nosso Portugal, ver fotografias lindíssimas, e procuram inspiração para o próximo destino, recomendo muito que no inicio do ano comprem este fantástico calendário.
E vocês conheciam este calendário da National Geographic?
domingo, 31 de março de 2019
Piodão
Piodão

Há muito tempo que falava em conhecer a aldeia de Piodão, o que acabou por acontecer. Há cerca de dois meses fui, num pulinho, ali dois dias, ao centro do país. (Não fui, fomos 10, na realidade!)
Era uma viagem gira para se fazer em grupo, achamos nós, e levou o planeamento necessário para que não houvesse grandes discórdias. E sabem que mais? Somos muito bons a achar, porque o grupo funciona muito bem e porque o centro do país vale realmente a pena.
Pormenores amigos? Cá vai disto! Sábado de manhã a rapaziada juntou-se toda, e seguiu, rumo á cidade de Coimbra onde rumamos para o alojamento reservado no Booking, Sotam Country House ( onde mais para a frente quero fazer um post só dedicado á casa) uma casa de campo, onde a calma e a tranquilidade são a palavra do dia. Da parte da tarde visitamos as aldeias de Cerdeira e Talasnal que também vai merecer um post mais para a frente.Infelizmente foi me apercebendo ao longo da viagem que muita desta paisagem não é verde, porque foi terrivelmente afectada pelos incêndios á dois anos, mas lentamente a coisa vai-se compor. Foi com um nó na garganta que imagino o pânico que os moradores da aldeia sentiram nos dias dos incêndios. Foi triste ver a paisagem preta em vez de verde.
São vinte e sete as aldeias que compões as chamadas aldeias de xisto e estão todas na região centro divididas por grupos: Serra da Lousã, Serra do Açor, Zêzere e Tejo.
Domingo ficamos por Piodão. A aldeia ter-se-á desenvolvido de um anterior castro lusitano " Casal de Piodam", hoje em dia em ruínas. A aldeia histórica de Piodão é uma das mais belas e genuínas povoações portuguesas, sábio exemplo do harmonioso diálogo entre o Homem e a Natureza, sendo conhecida como "Aldeia Presépio". Dizem que o aspecto da luz artificial lhe confere, durante a noite, conjugado pela disposição das casas faz com que recebesse a denominação de "Aldeia Presépio". Piodão está localizada no concelho de Arganil e distrito de Coimbra, situada na serra do Açor e Parque Natural da Serra da Estrela e faz parte da rede das Aldeias Históricas de Portugal desde 1991. Magnífica em qualquer estação do ano, no Inverno, quando neva, a aldeia apresenta um rosto alvo invulgarmente sedutor e na Primavera ao verde dos pinheiros que revestem a serra junta-se o amarelo das giestas e o lilás das urzes num quadro de raro encanto.
Esta terra de difícil acesso, onde já os Lusitanos apascentavam os seus rebanhos em segurança, foi desde tempos remotos local de eleição para os fora-da-lei, abrigando, entre outros, Diogo Lopes de Pacheco, o único dos assassinos de D. Inês de Castro que escapou á vingança de D. Pedro.
Os acessos para Piodão não são os melhores, bastantes dificultados pela topografia do terreno, mas esta condicionante não é suficiente para nos desencorajar a visitar um destino tão ímpar, que já foi galardoado com o Galo de Prata como aldeia mais típica de Portugal nos anos 80. Ainda na estrada que serpenteia por entre a serra e que nos há-de fazer chegar ao sopé da aldeia, já se via mais em baixo o casario de xisto e telhados negros.
O povoado constitui um conjunto arquitectónico muito homogéneo, com uma disposição concentrada das habitações em encosta voltada para o rio, usando como materiais de construção o xisto e a lousa. As habitações possuem as tradicionais paredes em xisto, tecto coberto com lajes e as portas são pintadas de cor azul, alternando com o branco das janelas. Ninguém sabe explicar muito bem a origem da escolha desse tom de azul que sobressai nas paredes escuras de xisto. Há quem diga que era a única cor existente á venda na loja da aldeia e por essa razão, as portas e janelas foram sendo pintadas nessa cor que lhes fica tão bem. Á volta do aglomerado, mostra-se a paisagem agrícola moldada pelo homem através dos socalcos que parecem acompanhar a disposição das residências dos habitantes de Piodão.
Olhando para o conjunto, surgem em destaque a Igreja Matriz, o edifício pintado de azul e branco que contrasta com o resto do edificado. Este imóvel datado do século XVIII e com restauro na fachada no final do século XIX, é uma das grandes atracções da povoação. Surpreendentemente branca num povoado de escuro xisto, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição foi edificada no local de um mosteiro cisterciense e reconstruída., num estilo a fazer lembrar o "gótico alentejano".
No topo do povoado, encontra-se outro templo de interesse para visitar, a capela de S. Pedro ( padroeiro de Piodão e em honra do qual se fazem, a 29 de Junho, as festas anuais da aldeia)
Além do património arquitectónico existem alguns equipamentos que merecem uma visita e que não fui visitar: o Núcleo Museológico ( onde está também sediado o posto de turismo) que alberga uma exposição permanente com um acervo de peças que mostram o modus vivendi dos habitantes da aldeia e a praia fluvial, um bom local para mergulhar nas águas límpidas da ribeira de Piodão.
Chegados a Piodão no largo da aldeia, o colorido das bancas de artesanato serrano, dá-nos as boas-vindas, roupas de lã, cestaria, pequenas cópias de casas de xisto, mel enriquecido com frutos secos, potes de mel de flores silvestres, pão, broa de batata, licores de castanha e de amora,aguardentes de medronho e de mel podem aqui ser compradas e outras deliciosas especialidades gastronómicas. Pequeno pedaços da serra que se podem levar para casa. Feitas as presentações, uma pequena passagem estreita leva-nos á descoberta da beleza das casas da aldeia. Andamos pelas ruelas ( confesso que aquelas subidas são um óptimo exercício) e passamos no meio das casinhas, apreciamos as construções todas em xisto, caminhamos no meio da natureza e tiramos imensas fotos. Percorrer os seus "labirínticos "corredores permite descobrir curiosos pormenores, como por exemplo
por cima de algumas portas, veem-se cruzes de madeira pregadas na parede que os habitantes acreditam serem um amuleto contra as trovoadas, que aqui são bravas e podem chegar a assustar os corações mais sensíveis, apelam á protecção de S. Bárbara nos dias e noites de tempestade.
A visita á aldeia faz-se rápido, pois é um sítio pequenino. Acho que em uma hora, percorremos a maior parte da aldeia.
Era hora de aconchegar o estômago resolvemos almoçar num restaurante logo á entrada " Delicias de Piodão" com uma ampla esplanada e vista para todo o vale circundante. Este espaço apresenta uma decoração moderna, com grandes janelas envidraçadas. O ambiente é sóbrio e informal e ás mesas chegam pratos tradicionais da região. Cabrito assado no forno, bacalhau assado no forno, javali, chanfana á moda da serra e bucho serrano são os pratos regionais mais populares que atraem os visitantes. A Chanfana a o javali fizeram as delicias de alguns de nós. Hoje em dia com uma boa oferta turística, Piodão tem espaços de alojamento e de restauração e diversas lojas com o que mais tradicional se produz na aldeia.
O avançar dos ponteiros do relógio é impiedoso juntamente com a chuva que não parava fizeram com que tivéssemos que regressar sem visitar Foz d' Égua, um lugar que dizem encantador com um pequeno rio, um moinho e uma ponte suspensa muito pitoresca. Dizem ser um local romântico e aprazível que mais parece ter sido construído para o cenário de um qualquer filme de conto de fadas.
A quem não conhecia esta zona do país, levantei um pouco a ponta do véu sobre a beleza que a Serra do Açor teima em esconder. Nos seus recantos escondem-se muitos encantos.
Não são só as grandes cidades ou as mais turísticas que merecem a nossa atenção e visita. O nosso
Tem sugestões de sítios a visitar dentro do género? Gostam destes passeios por cá?
segunda-feira, 25 de março de 2019
Pop Cereal // Porto
Pop Cereal // Porto
Pelas ruas do Porto não corre só cevada, há muita mais escolha.
Dezembro do ano passado foi um mês fugaz, vivi tanta coisa e partilhei tantos momentos que ainda tenho muitas coisas para vos mostrar por aqui.
Sem me querer alongar na introdução este mês ainda vai ter mais publicações aqui pelo blogue.
Partindo á descoberta de lugares deliciosos, encontrámos um café situado na Rua da Cedofeita no Porto que é de abrir o apetite.
E se pudesses entrar num sítio onde viajasses até á tua infância através de cores e sabores? Um espaço onde pudesses misturar os mais variados cereais, até mesmo aqueles que só vês em filmes estrangeiros com gelados, gomas e chocolates e muitas outras coisas que nem imaginas...Isso seria o paraíso sem dúvida! E acreditas que existe um local onde todos esses desejos são concretizados? Aqui a minha paixão cerealística renasceu qual Fénix das cinzas.
Em Dezembro do ano passado visitei com uns amigos o Pop Cereal e fomos tomar um bom pequeno-almoço para adoçar o dia e para espevitar.
No Porto existem pelo menos três cafés deste estilo, mas hoje venho falar-vos do Pop Cereal.
Vou começar com curiosidades, vocês sabiam que segundo um estudo da Nestlé somos o segundo país europeu onde se consomem mais cereais?
A palavra "cereal" vem da palavra grega antiga "Cereália", que era um grande festival que celebrava Ceres, a deusa dos grãos e da fertilidade, segundo a mitologia, Ceres foi quem ensinou aos mortais como plantar e colher, dando-lhes, assim, os meios básicos de sobrevivência.
O Pop Cereal reúne duas temáticas pelas quais sinto grande apreço, os cereais e a Pop Art: Confesso que havia muitas pinturas que davam vontade de trazer para casa. Ao entrar no Pop Cereal preparem-se para receber centenas e centenas de estímulos, alguns provenientes da decoração, mas a maior parte vindo das coloridas caixas de cereais que decoram o espaço e que estão á espera de serem escolhidas para alimentar as barrigas mais exigentes, sendo assim tem uma dupla função alimentar e decorar.
A parede por detrás do balcão está literalmente forrada com caixas de cereais de todo o mundo e as suas cores garridas, dão um forte contributo para a decoração do espaço. O café é basicamente uma explosão de cor e alegria com um espírito muito pop. O espaço tem pormenores engraçados como por exemplo uma cama bem no meio do café e uma mesa no tecto que completam a decoração "pop".
O Pop Cereal é um café divertido e original que nasceu de um paixão assolapada dos proprietários por cereais.
Na verdade também sou grande fã de cereais, os meu favoritos são os Chocapic duo e os Golden Grahams de canela, mas os melhores cereais do mundo e os meus favoritos há anos são os Milk Pillows. São tão docinhos e com um sabor a creme de leite, completamente irresistíveis. Se gostam de sabores abaunilhados e de creme, são os cereais da vossa vida. pelo menos, são os meus.Quais são os vosso favoritos?
Mas verdade seja dita que se fosse fácil encontrar cereais como os Unicorn Froot Loops a história seria outra, e muito provavelmente a minha pirâmide alimentar seria mais uma recta, sendo constituída toda ela de cereais açucarados multicolores.
Sentados á mesa íamos conversando e transformando aquele espaço na cozinha das nossas casas. Afinal de contas, os cereais são a refeição mais caseira e familiar do mundo, certo?
Quem nunca tive aquela manhã demorada a ver desenhos animados com a sua taça de cereais.
Há uma coisa que me irrita muito nos cereais; ou como tudo em dez segundos ou acabo a comer açorda de cereais. Detesto quando ficam empapados e pouco crocantes, por isso tento ser o mais rápida possível.
Os cereais são os melhores amigos ao pequeno-almoço para muita gente, e neste espaço tem mais de 100 marcas para escolher.
Aqui as calorias não contam mas sim a explosão de sabores que consegues obter quando metes a primeira colher á boca. e não duvides!
Provem os Lucky Charms, Froot Loops, Cocoa Pebbles, Apple Jack's, Lion ou os Sprinkled Donut Crunch mas há também os normais Chocapic Golden Grahms e Estrelitas.
Não interessa se és daqueles que metem o leite ou os cereais primeiro na taça, o cliente tem de escolher a combinação e a marca que quer, o tipo de leite e os toppings.
Existem três tamanhos de taças: o S (3,30) leva três tipos de cereais e duas coberturas o M (3,60) inclui quatro cereais três toppings e o L (3,90) dá direito a 5 marcas diferentes além de três coberturas. Depois o leite de vaca á opção sem lactose, mas também de origem vegetal ( com um custo extra de 50 cêntimos) como o leite de soja, arroz, amêndoa, aveia ou ainda iogurte natural.
Entre os toppings disponíveis estão gomas, marshmellos, chocolate, fruta fresca, amêndoa, bolacha ou côco ralado, até podemos acrescentar uma bola de gelado. Depois para aquelas pessoas como eu que são extremamente indecisas e que tem a tendência de ficar 45 minutos só a a tentarem perceber se querem o tamanho pequeno ou grande, já há combinações pré-defenidas.
Nós experimentamos as combinações pré-defenidas e só vos digo cada colherada era mais doce que a outra, mas soube tão bem.
Eu experimentei aquele que é talvez o cereal mix mais "Instagramável" lá do sítio: os Frootloopers. Uma taça de cereais bem colorida composta por Froot Loops, Rice Krispies, Mini Marshmallows, morango desidratado, gelado de nata, bolacha belga e topping de morango. O meu cara- metade enterrou a cara num Heaven Is Made of Chocolate, com Lucky Charms de chocolate, mini Oreos, topping de chocolate e bolacha de chocolate crocante. A acompanhar cada taça uma garrafinha personalizada de leite frio, que é para não empapar os cereais. Porém, se quiserem, eles também vos aquecem! Sem dúvidas de comer e chorar por mais.
Bem nem queiram imaginar o que senti a comer aqueles cereais. Vá Susana calma... controla-te que já passou mas acreditem só de vos escrever isto, já estou com vontade de voltar.
O atendimento do melhor, a funcionária foi muito simpática, atenta, profissional, atenciosa e explicou todo a "menu".
Este é sem dúvidas um espaço diferente e arrojado e eu adoro coisas assim!
Tive pena que se quiserem recriar algo do género em casa este espaço não vende caixas de cereais como já vi que em cafés do género acontece.
Vale a pena ir e repetir.
Pelas ruas do Porto não corre só cevada, há muita mais escolha.
Dezembro do ano passado foi um mês fugaz, vivi tanta coisa e partilhei tantos momentos que ainda tenho muitas coisas para vos mostrar por aqui.
Sem me querer alongar na introdução este mês ainda vai ter mais publicações aqui pelo blogue.
Partindo á descoberta de lugares deliciosos, encontrámos um café situado na Rua da Cedofeita no Porto que é de abrir o apetite.
E se pudesses entrar num sítio onde viajasses até á tua infância através de cores e sabores? Um espaço onde pudesses misturar os mais variados cereais, até mesmo aqueles que só vês em filmes estrangeiros com gelados, gomas e chocolates e muitas outras coisas que nem imaginas...Isso seria o paraíso sem dúvida! E acreditas que existe um local onde todos esses desejos são concretizados? Aqui a minha paixão cerealística renasceu qual Fénix das cinzas.
Em Dezembro do ano passado visitei com uns amigos o Pop Cereal e fomos tomar um bom pequeno-almoço para adoçar o dia e para espevitar.
No Porto existem pelo menos três cafés deste estilo, mas hoje venho falar-vos do Pop Cereal.
Vou começar com curiosidades, vocês sabiam que segundo um estudo da Nestlé somos o segundo país europeu onde se consomem mais cereais?
A palavra "cereal" vem da palavra grega antiga "Cereália", que era um grande festival que celebrava Ceres, a deusa dos grãos e da fertilidade, segundo a mitologia, Ceres foi quem ensinou aos mortais como plantar e colher, dando-lhes, assim, os meios básicos de sobrevivência.
O Pop Cereal reúne duas temáticas pelas quais sinto grande apreço, os cereais e a Pop Art: Confesso que havia muitas pinturas que davam vontade de trazer para casa. Ao entrar no Pop Cereal preparem-se para receber centenas e centenas de estímulos, alguns provenientes da decoração, mas a maior parte vindo das coloridas caixas de cereais que decoram o espaço e que estão á espera de serem escolhidas para alimentar as barrigas mais exigentes, sendo assim tem uma dupla função alimentar e decorar.
A parede por detrás do balcão está literalmente forrada com caixas de cereais de todo o mundo e as suas cores garridas, dão um forte contributo para a decoração do espaço. O café é basicamente uma explosão de cor e alegria com um espírito muito pop. O espaço tem pormenores engraçados como por exemplo uma cama bem no meio do café e uma mesa no tecto que completam a decoração "pop".
O Pop Cereal é um café divertido e original que nasceu de um paixão assolapada dos proprietários por cereais.
Na verdade também sou grande fã de cereais, os meu favoritos são os Chocapic duo e os Golden Grahams de canela, mas os melhores cereais do mundo e os meus favoritos há anos são os Milk Pillows. São tão docinhos e com um sabor a creme de leite, completamente irresistíveis. Se gostam de sabores abaunilhados e de creme, são os cereais da vossa vida. pelo menos, são os meus.Quais são os vosso favoritos?
Mas verdade seja dita que se fosse fácil encontrar cereais como os Unicorn Froot Loops a história seria outra, e muito provavelmente a minha pirâmide alimentar seria mais uma recta, sendo constituída toda ela de cereais açucarados multicolores.
Sentados á mesa íamos conversando e transformando aquele espaço na cozinha das nossas casas. Afinal de contas, os cereais são a refeição mais caseira e familiar do mundo, certo?
Quem nunca tive aquela manhã demorada a ver desenhos animados com a sua taça de cereais.
Há uma coisa que me irrita muito nos cereais; ou como tudo em dez segundos ou acabo a comer açorda de cereais. Detesto quando ficam empapados e pouco crocantes, por isso tento ser o mais rápida possível.
Os cereais são os melhores amigos ao pequeno-almoço para muita gente, e neste espaço tem mais de 100 marcas para escolher.
Aqui as calorias não contam mas sim a explosão de sabores que consegues obter quando metes a primeira colher á boca. e não duvides!
Provem os Lucky Charms, Froot Loops, Cocoa Pebbles, Apple Jack's, Lion ou os Sprinkled Donut Crunch mas há também os normais Chocapic Golden Grahms e Estrelitas.
Não interessa se és daqueles que metem o leite ou os cereais primeiro na taça, o cliente tem de escolher a combinação e a marca que quer, o tipo de leite e os toppings.
Existem três tamanhos de taças: o S (3,30) leva três tipos de cereais e duas coberturas o M (3,60) inclui quatro cereais três toppings e o L (3,90) dá direito a 5 marcas diferentes além de três coberturas. Depois o leite de vaca á opção sem lactose, mas também de origem vegetal ( com um custo extra de 50 cêntimos) como o leite de soja, arroz, amêndoa, aveia ou ainda iogurte natural.
Entre os toppings disponíveis estão gomas, marshmellos, chocolate, fruta fresca, amêndoa, bolacha ou côco ralado, até podemos acrescentar uma bola de gelado. Depois para aquelas pessoas como eu que são extremamente indecisas e que tem a tendência de ficar 45 minutos só a a tentarem perceber se querem o tamanho pequeno ou grande, já há combinações pré-defenidas.
Nós experimentamos as combinações pré-defenidas e só vos digo cada colherada era mais doce que a outra, mas soube tão bem.
Eu experimentei aquele que é talvez o cereal mix mais "Instagramável" lá do sítio: os Frootloopers. Uma taça de cereais bem colorida composta por Froot Loops, Rice Krispies, Mini Marshmallows, morango desidratado, gelado de nata, bolacha belga e topping de morango. O meu cara- metade enterrou a cara num Heaven Is Made of Chocolate, com Lucky Charms de chocolate, mini Oreos, topping de chocolate e bolacha de chocolate crocante. A acompanhar cada taça uma garrafinha personalizada de leite frio, que é para não empapar os cereais. Porém, se quiserem, eles também vos aquecem! Sem dúvidas de comer e chorar por mais.
Bem nem queiram imaginar o que senti a comer aqueles cereais. Vá Susana calma... controla-te que já passou mas acreditem só de vos escrever isto, já estou com vontade de voltar.
O atendimento do melhor, a funcionária foi muito simpática, atenta, profissional, atenciosa e explicou todo a "menu".
Este é sem dúvidas um espaço diferente e arrojado e eu adoro coisas assim!
Tive pena que se quiserem recriar algo do género em casa este espaço não vende caixas de cereais como já vi que em cafés do género acontece.
Vale a pena ir e repetir.
sexta-feira, 22 de março de 2019
Quinta de Maderne// Rota dos Vinhos Verdes
Quinta de Maderne// Rota dos Vinhos Verdes
A rota dos Vinhos Verdes acaba de lançar uma série de caminhadas, de carácter mensal que até Janeiro do próximo ano passam por onze quintas da região dando a conhecer o território, a cultura e a história dos vinhos verdes.
Foi através da Nature 4 que é parceira desta iniciativa que tomei conhecimento destas caminhadas. A Nature 4 que já falei anteriormente aqui no blogue e com a qual já fiz algumas caminhadas é uma empresa que tem a sua actividade baseada na área do turismo, com uma variada oferta em actividades na natureza.
A iniciativa, que se insere nas comemorações dos 110 anos da Região dos Vinhos Verdes, tem ainda um fim solidário, já que o valor da nossa inscrição ( 5 euros por pessoa) reverte a favor de uma instituição de solidariedade social local.
A Quinta de Maderne, em Felgueiras, foi o primeiro local por onde começou o programa no sábado dia 9 de Março.
A hora de inicio da caminhada estava prevista para as 14:30, infelizmente e com alguns percalços pelo caminho, chegamos atrasados, a quem peço desde já desculpa e agradeço porque gentilmente esperaram por nós para dar inicio á caminhada.
Logo ao inicio é nos dado um kit que é composto por uma mochila, um boné, um mapa com as regiões dos vinhos verdes e as respectivas informações, uma água e uma barrinha de cereais.
A visita foi guiada pelo proprietário da quinta. Uma figura singular, o sonho de qualquer entrevistador, fala bem, com entusiasmo, tem um conhecimento enciclopédico sobre tudo o que rodeia o seu trabalho e traz sempre pronta uma história ou uma metáfora para contar.
Depois tem curiosidades deliciosas como a história de um brasão familiar.
Uma visita ás vinhas na sua companhia é toda uma masterclass sobre viticultura, natureza e vida em geral.
Eu uma comum mortal com conhecimento zero sobre o assunto, bastou-me o sentido do gosto e um par de ouvidos dispostos a escutar, porque uma coisa é ver vinhas em fotografias e vídeos, outra é vê-las no local pisar o chão de terra rocha desfeita, sentir o sol a picar-nos a nuca e o pó que se cola ás mãos.
A nossa viagem pelas vinhas inicia-se com a explicação das vinhas e das diferentes castas até á prova do néctar.
Aqui as especificidades chegam-nos através da produção de vinhos de qualidade onde predominam os brancos das castas loureiro, arinto, azal e avesso, tendo no seu alvarinho/trajadura o seu expoente máximo.
Para um bom vinho verde a frescura e o sabor frutado são atributos obrigatórios, não sendo os vinhos de Maderne excepção.
Geograficamente bem localizada, a Quinta de Maderne tem uma exposição solarenga e ao mesmo tempo humidade e frescura, componentes necessários para a produção das especialidades.
Situada em Várzea, no concelho de Felgueiras em plena sub-região do Vale do Sousa, a Quinta de Maderne é uma sociedade familiar que produz vinhos e espumantes variados, para além de kiwis e outros frutos.
Pela caminhada conseguimos ver a produção de kiwis que inicialmente surge como reforço da exploração agrícola, no entanto, as ligações através do protocolo ao maior grupo mundial de produção de kiwi (Zespri), faz com que Maderne se destaque no mapa da produção de kiwi.
A especialidade centra-se na variedade de kiwi amarelo um fruto menos agre que o habitual kiwi verde, sabor agridoce, que agrada a mais consumidores.
Durante a caminhada passamos ainda por uma zona com espaço de bosque, uma mata com um pinhal adjacente e um pequeno lago.
No final do percurso de quatro quilómetros houve ainda uma prova de vinhos. Quando chegamos o lanche estava á nossa espera ( as típicas cavacas, queijo, compotas, pão-de-ló e o kiwi amarelo da quinta entre outras coisas) perante toda esta mise-en-scéne meti o copo á boca e comecei a experimentar os vinhos da quinta.
Aliada a toda esta experiência a quinta tem dois quartos para quem quiser depois de conhecer a quinta ficar para dormir, e nós fomos conhecer!
São cada vez mais as pessoas, nacionais e estrangeiras que não se ficam apenas pela degustação do néctar de Baco, mas que querem explorar a região, as paisagens a gastronomia.
O enoturismo é o chamariz mas as regiões dos vinhos verdes tem muito mais para oferecer. O enoturismo em Portugal é uma actividade em franca expansão, tão diversificada quanto a oferta de vinhos produzidos de norte a sul do país.
Por fim e antes de irmos embora a Quinta de Maderne tem também uma loja onde pode comprar além de vinhos, os kiwis da plantação desta mesma quinta, outros vegetais, compotas e louças. Nós trouxemos para casa duas garrafas de vinho para a nossa família puder experimentar.
Em Abril, a caminhada acontece na Quinta do Tamariz, no dia 13. No programa constam ainda a Quinta da Aveleda ( 11 de Maio) o Palácio da Brejoeira (8 de Junho), a Quinta da Covela ( 13 de Julho), a Quinta do Soalheiro ( 10 de Agosto) Quinta da Lixa ( 14 de Setembro), a Rota dos Vinhos Verdes e petiscos de Braga no verde cool ( 12 de Outubro), Quinta das Arcas ( 9 de Novembro) a casa da Tojeira ( 14 de Dezembro) e por fim a Quinta de Santa Cristina ( 11 de Janeiro de 2020) .
Há ainda um cartão de fidelização para o registo das caminhadas. Quem participar num mínimo de seis caminhadas habilita-se ao sorteio de três prémios no final da jornada, que incluem uma estadia na região dos vinhos verdes, um passeio de canoa pelo Rio Vez e uma selecção de vinhos verdes.
Visitar, conhecer, viajar, aprender, abrir horizontes são premissas que estão incutidas na minha pessoa. Portugal é um país de forte tradição vitivinícola, pelo que a descoberta dos seus diferentes vinhos e das regiões onde se produzem, pode ser um excelente pretexto para descobrir também paisagens, património, a cultura e as gentes que aqui vivem.
Espero que gostem das sugestões e que estas dicas sirvam para levantar o copo e fazer um brinde...com vinho verde.
A rota dos Vinhos Verdes acaba de lançar uma série de caminhadas, de carácter mensal que até Janeiro do próximo ano passam por onze quintas da região dando a conhecer o território, a cultura e a história dos vinhos verdes.
Foi através da Nature 4 que é parceira desta iniciativa que tomei conhecimento destas caminhadas. A Nature 4 que já falei anteriormente aqui no blogue e com a qual já fiz algumas caminhadas é uma empresa que tem a sua actividade baseada na área do turismo, com uma variada oferta em actividades na natureza.
A iniciativa, que se insere nas comemorações dos 110 anos da Região dos Vinhos Verdes, tem ainda um fim solidário, já que o valor da nossa inscrição ( 5 euros por pessoa) reverte a favor de uma instituição de solidariedade social local.
A Quinta de Maderne, em Felgueiras, foi o primeiro local por onde começou o programa no sábado dia 9 de Março.
A hora de inicio da caminhada estava prevista para as 14:30, infelizmente e com alguns percalços pelo caminho, chegamos atrasados, a quem peço desde já desculpa e agradeço porque gentilmente esperaram por nós para dar inicio á caminhada.
Logo ao inicio é nos dado um kit que é composto por uma mochila, um boné, um mapa com as regiões dos vinhos verdes e as respectivas informações, uma água e uma barrinha de cereais.
A visita foi guiada pelo proprietário da quinta. Uma figura singular, o sonho de qualquer entrevistador, fala bem, com entusiasmo, tem um conhecimento enciclopédico sobre tudo o que rodeia o seu trabalho e traz sempre pronta uma história ou uma metáfora para contar.
Depois tem curiosidades deliciosas como a história de um brasão familiar.
Uma visita ás vinhas na sua companhia é toda uma masterclass sobre viticultura, natureza e vida em geral.
Eu uma comum mortal com conhecimento zero sobre o assunto, bastou-me o sentido do gosto e um par de ouvidos dispostos a escutar, porque uma coisa é ver vinhas em fotografias e vídeos, outra é vê-las no local pisar o chão de terra rocha desfeita, sentir o sol a picar-nos a nuca e o pó que se cola ás mãos.
A nossa viagem pelas vinhas inicia-se com a explicação das vinhas e das diferentes castas até á prova do néctar.
Aqui as especificidades chegam-nos através da produção de vinhos de qualidade onde predominam os brancos das castas loureiro, arinto, azal e avesso, tendo no seu alvarinho/trajadura o seu expoente máximo.
Para um bom vinho verde a frescura e o sabor frutado são atributos obrigatórios, não sendo os vinhos de Maderne excepção.
Geograficamente bem localizada, a Quinta de Maderne tem uma exposição solarenga e ao mesmo tempo humidade e frescura, componentes necessários para a produção das especialidades.
Situada em Várzea, no concelho de Felgueiras em plena sub-região do Vale do Sousa, a Quinta de Maderne é uma sociedade familiar que produz vinhos e espumantes variados, para além de kiwis e outros frutos.
Pela caminhada conseguimos ver a produção de kiwis que inicialmente surge como reforço da exploração agrícola, no entanto, as ligações através do protocolo ao maior grupo mundial de produção de kiwi (Zespri), faz com que Maderne se destaque no mapa da produção de kiwi.
A especialidade centra-se na variedade de kiwi amarelo um fruto menos agre que o habitual kiwi verde, sabor agridoce, que agrada a mais consumidores.
Durante a caminhada passamos ainda por uma zona com espaço de bosque, uma mata com um pinhal adjacente e um pequeno lago.
No final do percurso de quatro quilómetros houve ainda uma prova de vinhos. Quando chegamos o lanche estava á nossa espera ( as típicas cavacas, queijo, compotas, pão-de-ló e o kiwi amarelo da quinta entre outras coisas) perante toda esta mise-en-scéne meti o copo á boca e comecei a experimentar os vinhos da quinta.
Aliada a toda esta experiência a quinta tem dois quartos para quem quiser depois de conhecer a quinta ficar para dormir, e nós fomos conhecer!
São cada vez mais as pessoas, nacionais e estrangeiras que não se ficam apenas pela degustação do néctar de Baco, mas que querem explorar a região, as paisagens a gastronomia.
O enoturismo é o chamariz mas as regiões dos vinhos verdes tem muito mais para oferecer. O enoturismo em Portugal é uma actividade em franca expansão, tão diversificada quanto a oferta de vinhos produzidos de norte a sul do país.
Por fim e antes de irmos embora a Quinta de Maderne tem também uma loja onde pode comprar além de vinhos, os kiwis da plantação desta mesma quinta, outros vegetais, compotas e louças. Nós trouxemos para casa duas garrafas de vinho para a nossa família puder experimentar.
Em Abril, a caminhada acontece na Quinta do Tamariz, no dia 13. No programa constam ainda a Quinta da Aveleda ( 11 de Maio) o Palácio da Brejoeira (8 de Junho), a Quinta da Covela ( 13 de Julho), a Quinta do Soalheiro ( 10 de Agosto) Quinta da Lixa ( 14 de Setembro), a Rota dos Vinhos Verdes e petiscos de Braga no verde cool ( 12 de Outubro), Quinta das Arcas ( 9 de Novembro) a casa da Tojeira ( 14 de Dezembro) e por fim a Quinta de Santa Cristina ( 11 de Janeiro de 2020) .
Há ainda um cartão de fidelização para o registo das caminhadas. Quem participar num mínimo de seis caminhadas habilita-se ao sorteio de três prémios no final da jornada, que incluem uma estadia na região dos vinhos verdes, um passeio de canoa pelo Rio Vez e uma selecção de vinhos verdes.
Visitar, conhecer, viajar, aprender, abrir horizontes são premissas que estão incutidas na minha pessoa. Portugal é um país de forte tradição vitivinícola, pelo que a descoberta dos seus diferentes vinhos e das regiões onde se produzem, pode ser um excelente pretexto para descobrir também paisagens, património, a cultura e as gentes que aqui vivem.
Espero que gostem das sugestões e que estas dicas sirvam para levantar o copo e fazer um brinde...com vinho verde.
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