domingo, 1 de dezembro de 2019

Life in a bag

Life in a bag





Olá malta,
Novembro foi um mês de dias longos e noites curtas, passos pequenos e cautelosos, com uma grande gripe pelo meio. Que venha Dezembro caloroso e bonito e que encerre o ano com tudo alinhado.
O ano passado no meu Instagram, no mês de Dezembro dei algumas sugestões de presentes de Natal. Quem ainda se lembra? Se quiserem ver passem no meu Instagram @quadradosdechocolate, na zona dos destaques, está lá tudo. Esta marca foi uma das sugestões que por lá mostrei.
Hoje em dia é bem difícil encontrar presentes muito giros a preços singelos, e como, normalmente são pequenos pormenores, ficam muito mais engolidos na imensidão de estímulos megalómanos que as lojas oferecem.
Há presentes giros e muito baratos sim! E é essa a mensagem que eu gostaria de vos passar. ( e quem sabe?) ajudar-vos a encontrar o presente ideal e tornar-vos a pessoa mais fixe do amigo secreto.
Já acompanho a Life in a bag praticamente desde que nasceu e tenho um enorme carinho pela marca.
Adoro o conceito ecológico/subjacente ao projecto e a originalidade dos produtos que criam.
A marca lançou-se em 2014 com um conceito simples, limpo e ecológico e desde aí já soma vários prémios.
Hoje vou falar-vos do lápis que está na imagem, na verdade já o tenho há algum tempo e nem me lembro bem onde o comprei.
Os lápis ( os grow pencil) representam de certa forma os ciclos da natureza. Um lápis deixa de ser útil quando já foi afiado vezes a fio e possui um tamanho demasiado pequeno para ser confortavelmente usado. O que acontece? Deita-se ao lixo? Mas não tem que ser sempre assim. Coloridos e aromáticos, depois de usados podem ser reciclados de uma maneira bastante original. Plante-os num vaso, com terra, regue-os e verá nascer uma erva aromática ou uma flor comestível,
O grow pencil é uma forma de darmos outra vida a um lápis, que geralmente quando fica pequeno não tem outra alternativa se não o caixote do lixo. Com estes novos produto, pretende-se também criar nas crianças e nos adultos uma consciência ecológica e um compromisso com o meio ambiente.
Disponíveis em seis variedades (manjericão, salsa, hortelã, amor-perfeito, camomila e calendula)
O grow pencil é um produto 100% português e resulta de uma parceria da Life in a Bag com a Viarco, que fabricou os lápis e com a I-Sensio, que os aromatizou.


Além dos lápis a marca tem kits que permitem criar uma horta de ervas aromáticas, flores, frutos e micro vegetais dentro de casa. Os produtos combinam natureza e design e são uma alternativa diferenciadora, didáctica e ecológica na hora de oferecer um presente.
Tem como objectivo primordial de inspirar e incentivar as pessoas a cultivar os seus próprios alimentos em espaços reduzidos e com materiais reutilizáveis.
E digam lá não há como as ervas frescas, para darem um toque final a um prato especial, elevando-o á categoria gourmet.

Uma outra sugestão de presente da marca são os calendários para 2020, com doze ilustrações da autoria da SO-SO  Illustrations, impressas em papel 100% algodão com sementes de ervas aromáticas e flores, para semear um "proverbio por cada mês".
Este calendário fica bem em qualquer escritório e é sem dúvida um presente bonito, ecológico, útil e original.

Os produtos podem ser adquiridos na loja online ou através de lojas especializadas que os revendem entre elas, loja gourmet, de decoração, de produtos biológicos, museus, lojas de jardinagem ou floristas.
Espreitem no site da marca todos os produtos e deixem-se contagiar pelo prazer que é cuidar da nossa horta.

www.lifeinabag.pt

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O Tatuador de Auschwitz

O tatuador de Auschwitz






Ter colegas de trabalho com quem tiramos impressões e ideias sobre livros é só magnifico. Já andava a querer ler este livro há algum tempo, mas quando soube que uma colega de trabalho o tinha acabei por lhe pedir para me emprestar.
LER, um dos momentos só meus, em que esqueço o que me rodeia e o que que me possa afligir. Todos devemos de encontrar os nossos momentos, os nosso refúgios e os nossos catalisadores de boa energia.

O tatuador de Auschwitz é com certeza um dos melhores e mais emocionantes livros que já li, é quase inacreditável que no meio de tanta dor é possível nascer um amor tão lindo e uma força de luta pela sobrevivência.
Este é um romance verídico sobre Lale, um prisioneiro judeu que é destacado para realizar a tarefa de tatuar outras vítimas recém chegadas ao campo de concentração Auschwitz- Birkenau, e a sua amada Gita, que conhece em Auschwitz e desperta nele uma vontade de não só conquistar a sua liberdade como conquistar o seu amor.
O nascer de uma história de amor verídica no interior de Auschwitz é a prova de que mesmo nas circunstancias mais improváveis, mais negras e mais cruéis, a humanidade nunca se apaga nem dorme. É sem dúvidas um relato cru e sem floreados, com capítulos de cortar a respiração de quem viveu e sobreviveu ao período mais sombrio da Humanidade, marcado por uma brutalidade que ainda parece irreal. Apesar de ser um romance histórico. tem um relato que. infelizmente ainda se aplica a cenários de guerra muito actuais.
Ainda assim, é reconfortante saber que o amor é capaz de sobreviver num cenário no qual só a morte parece imortal. A prova de que, enquanto seres humanos, somos capazes de ser luz e escuridão muitas vezes os dois ao mesmo tempo.
Este foi o livro mais marcante que li sobre o Holocausto.
Li a história de Lale e Gita em menos de uma semana. A história transporta-nos mesmo para aqueles dias de horror , vi todo aquele cenário na minha cabeça a preto e branco.
Deve ser horrível o sentimento de estar sozinho sem saber se a família está viva ou morta.O frio as noites sem dormir. A pele e os ossos a enfraquecer. A vergonha e humilhação. Os maus tratos, as torturas. As experiências medicas as câmaras de gás a morte á queima roupa. Tudo isto feito e vivido por homens e mulheres como nós.
Quero muito visitar Auschwitz, acho que vai ser uma experiência marcante.
Para não esquecer o que aconteceu; para nos lembrarmos do que o Homem é capaz de fazer ao seu semelhante.
"Os que não recordam o passado estão condenados a repeti-lo".
Para perpetuar e honrar a memória de todos os que inocentemente perderam tudo, a dignidade e a vida.
Para darmos valor á nossa liberdade, dignidade e segurança.
Para aprendermos a praticar a gratidão.

E vocês já leram este livro? Quais os livros que me aconselham a ler sobre este período marcante da Humanidade?

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Livraria Centésima Página

Livraria Centésima Página



Querido Novembro




Vamos começar este mês juntos a partilhar coisas bonitas?
Dás-me um feriado, eu dou-te um post sobre um sítio maravilhoso em Braga, pode ser?
Braga é uma cidade de enorme beleza e riqueza patrimonial que alia a tradição á inovação, a memória á juventude á criatividade ao conservadorismo.
Quando eu e as minhas amigas resolvemos passear á quase que um roteiro dos sítios que queremos visitar e foi isso que aconteceu da última vez que visitamos Braga.
A ideia principal era o Brunch no Nórdico Coffee Shop, do que já falei aqui em outro post, mas também visitamos a Livraria Centésima Página.
Muito bem localizada, um espaço exterior calmo e muito agradável em dias de sol, que nos faz sentir numa bolha verde e natural, propiciando uma escapadela da mente em pleno centro da cidade.
A fachada remota ao século XVIII, dela saltam á vista  as molduras das portas e janelas do edifício de dois andares que, desde 2005, acolhe a "Livraria Centésima Página".
Instalada na casa que serviu de residência a Tomé Rolão, um abastado comercial bracarense que se dedicava ao fabrico das sedas. Uma casa de traça barroca desenhada pelo celebre arquitecto bracarense André Soares.
A história do nome da livraria remete para uma citação do filosofo Albert Camus que achei deliciosa: " Se tivesse de escrever um livro de moral, as primeiras noventa e nove páginas escreveria uma só frase: Existe um único dever, o dever de amar".
E desde que nasceu há dez tenta cumprir a regra que o filosofo escreveu na centésima página do seu livro imaginário.
Quando entramos o edifício começamos por subir umas escadas e visitar o andar de cima, com lojas de vestuário, loiça e mobiliário, que são perfeitas para comprar artigos únicos e fora do comum e que merecem, também uma visita.
Bem mas já falamos que a fachada deslumbra, mas o interior é de sonho, estantes repletas de livros desesperadas para que lhes toquemos suavemente na lombada com o indicador e nos percamos na leitura.






Com livros até ao topo, o difícil mesmo vai ser escolher qual o exemplar para levar.
Muito mais do que um local para comprar livros a Centésima Página é um espaço para se conviver com os livros.
A livraria proporciona um ambiente perfeito, tranquilo, sereno, acolhedor e agradável e facilmente esquecemos que estamos no interior de uma loja.
A livraria deixa as suas visitas á vontade para se sentarem a ler o livro que estão a escolher, podendo acompanhar essa história com uma fatia de bolo caseiro, ou se estiver na hora de almoço, por uma sandwiche, uma massa ou uma lasanha disponíveis na cafetaria. Se o tempo convidar, poderá desfrutar do jardim da casa ( na verdade faltou- me visitar o jardim e provar as iguarias caseiras, fica para uma próxima).
Longe de ser uma simples livraria, Centésima Página tem um papel ativo no incentivo á leitura e á cultura, sempre repleta de exposições de fotografia, ilustração , pintura , oferecendo regularmente um calendário de actividades, que conta com a apresentação de livros, workshops, debates, concertos, animações infantis .atelier,  entre outros.





E porque sou uma pessoa que adora trazer recordações de todo o lado acabei por trazer este íman com uma frase de Fernando Pessoa, desta vez "pela mão" de Ricardo Reis, um dos seus heterónimos. Na secundária quando dei Pessoa nas aulas de Português A fiquei completamente fascinada com a sua escrita e com os seus poemas. Sem dúvida que esta é a minha frase preferida de sempre sigo-a como um lema porque acho que cada momento temos que dar 100% de nós! Por fim as minhas meninas fizeram-me a surpresa de me oferecer o íman com a fachada da biblioteca, e eu adorei, ficara guardado como um dia muito especial e em óptima companhia.
Mas claro antes de ir, deixem-me ser cusca e perguntar-vos quais os vossos planos para o fim-se-semana?

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Filme o Rei Leão





Sobre hoje, sobre isto: pede dias cinzentos, folhas secas e caídas pelas ruas. Pede manta, cama (ou sofá), descanso e uma caneca de chocolate quente.Ficava por aqui, hoje. No quentinho, na ronha, sem rotinas, responsabilidades e preocupações. E aquele feriado bom que nunca mais chega...
Enquanto o feriado não chega ainda há posts para publicar de coisas que vi no mês de Agosto, por isso vamos lá!
O Rei Leão estreou em Julho e claro que tinha que ir ver um dos filmes que mais me marcou na minha infância.
A sala de cinema não estava esgotada mas mais de metade das cadeiras estavam ocupadas por pessoas da minha idade, ansiosos por rever o filme.
Foi ver o filme ao cinema em Viana do Castelo no inicio do mês de Agosto em família,ainda estava de férias.
Dirigido e co-produzido por Jon Favreau e escrito por Jeff Nathanson "O Rei Leão" de 2019 é o remake do filme "O Rei Leão" de 1994, inspirado em partes da obra de Hamlet, de William Shakespeare.
Logo na primeira cena fiquei arrepiada é uma mistura de nostalgia com a emoção de estar a reviver aquilo tudo, a minha infância estava ali, foi uma mistura de sentimentos de criança com os meus sentimentos actuais.
O Rei Leão é um filme de sucesso incontestável no mundo da Disney.
Assim como os outros live-actions da Disney, como Aladdin e a Bela e o Monstro, O Rei Leão está super fiel á sua versão original, tudo bem que não há o que modificar, mas fica sempre aquele medo que estraguem algo que marcou a infância de toda uma geração.
O Rei Leão é uma história de animais, sobre família, ambição, identidade e poder que também serve de alegoria ao mundo humano.
Acho que este é talvez o filme da Disney que passa mais mensagens e lições importantes. A primeira é que a família é o mais importante, mas tem várias , o passado pode ter algo a dizer sobre o teu futuro, não devemos levar tudo tão a serio, Hakuna Matata, enfrentar os nossos problemas e para mim a mensagem mais importante do filme é que embora possamos estar perdidos, devemos lembrar-nos de onde viemos, quem somos e porque valores nos regemos. assim de certeza que seremos verdadeiros e bastante corajosos.
.O filme tem uma banda sonora fantástica de Elton John a Tim Rice, incluindo um punhado de canções inesquecíveis ( "Hakuna Matata, "circle of life" ou " Can you feel the love tonight")
Os números musicais ficaram muito bem reproduzidos sendo o meu preferido (claro!) o momento de abertura com o ciclo da vida ( Circle of life), que ficou perfeito e emocionante.
Adoro as músicas porque elas além da mágica ensinam-nos sobre sentimentos, acções e valores morais.
O Hakuna Matata foi cantado em uníssono na sala de cinema e roubou um sorriso a todos os presentes.
"...os teus problemas tens de esquecer, isso é viver, é aprender Hakuna Matata". Quem não se lembra de cantar estes versos, dos divertidos personagens Timão e Pumba que tentavam ensinar algo poderoso ao leão Simba.
Aqui uma curiosidade: Hakuna Matata trata-se de uma expressão originada suaíli, um dialecto falado na parte oriental da África, local onde se passa toda a história. Hakuna significa "não há"e matata significa "problema". Então juntar as palavras ganham um sentido de: não existem problemas.A ideia central por trás de Hakuna Matata é deixar para lá todas as preocupações que não fazem sentido para focar nas coisas boas e que realmente importam.

E vocês foram ver o filme? O que mais gostaram?



terça-feira, 1 de outubro de 2019

Quadro e Meio

Quadro e Meio  





Olá malta!
Estamos em Outubro e eu resolvi ressuscitar este bicho da escrita. Assim começo por cumprimentar toda a gente depois deste tempo de ausência.
Para quem me conhece e me segue nas minhas redes sociais sabe que gosto muito de participar em passatempos, tanto no Facebook como no Instagram. Foi por altura de Fevereiro e para comemorar o Dia dos Namorados que ganhei um passatempo do Facebook do Quadro e Meio e tive a oportunidade de proceder á personalização de um quadro.
Foi então que foi ao Website deles: www. quadroemeio.pt e escolhi todo.


 De tempos em tempos começo a olhar em volta e a sentir que já está tudo igual há demasiado tempo. É então que entra um tapete, lá vem uma almofada, lá mudo o sofá de sítio, lá tiro daqui para pôr ali.
É um Work in progress constante, mas eu gosto disso.
E um quadro novo numa parede ou estante cria logo um ambiente diferente.
Gosto imenso de quadros, independentemente de ser um quadro com um retrato de família, uma frase ou uma obra de arte, essas peças trazem vida a qualquer parede com as suas diferentes combinações de cores e posições.
E quadros com frases estão cada vez mais na moda.
Fofos, coloridos e com frases. O Pinterest é sem dúvida uma inspiração quando se procura quadros com frases motivacionais. Sempre que uma pessoa está tristinha ou desanimada, olha para eles e é como uma injecção de ânimo.

De frases a mapas, passando por ilustrações gráficas, letras de músicas a citações de livros, tem uma variada escolha.
Podem ainda escolher a moldura o tamanho e a cor. A frase escolhida para o quadro foi: "O avesso é o nosso lado certo", porque eu adoro esta frase.
Caio Fernando Abreu diz : "De repente a vida te vira pelo avesso e você descobre que o avesso é o seu lado certo".
Ás vezes, o avesso é muito melhor que o lado aparentemente certo. No avesso nós podemos descobrir que dá para ser feliz á nossa maneira, perdendo o telhado mas ganhando as estrelas...
É como pegar num comboio errado e passar a viagem toda a queixar-se da confusão, enquanto poderia usar o tempo para usufruir as novas paisagens, as novas companhias, a nova rota. Lamentar o que perdeu não muda nada, enquanto que ter jogo de cintura e optimismo para reverter a situação a nosso favor faz tudo se transformar.

O quadro chegou a casa em pouco tempo, ultra protegido, tudo com um ar super cuidado. Aqui na foto da imagem ainda não tinha decidido onde ia pendurar exactamente.
Primeiro estive a fazer um esboço de como ia conjugar.
Acabou por ficar na parede em frente á nossa cama onde estamos a montar uma espécie de mural com fotos, posteres  e quadros de tamanhos e cores diferentes.
Diversificar os tamanhos e formatos torna sem dúvida um jogo visual interessante. Mais para a frente espero usar a criatividade para combinar com outros elementos decorativos e preencher esses espaços livres com espelhos, pequenos nichos e prateleiras.

Visitem o site deles, esta é também uma óptima forma de presentear alguém com algo original.
E vocês gostam de quadros? Qual é o vosso favorito, ou o que tem mais significado para vocês aí em casa?

Até breve.


domingo, 23 de junho de 2019

Nórdico Coffee Shop

Nórdico Coffee Shop





Aproveitei juntamente com as minhas amigas no sábado de manhã conhecermos o Nórdico Coffee Shop, um espaço que se caracteriza por dois grandes protagonistas: brunch e café.
Para quem não sabe o Brunch tem origem norte-americana e todos lhe prestam a devida vénia. Um pequeno-almoço (breakfast) que se une a um almoço (lunch) para inventar um brunch. Começou como um ritual familiar domingueiro e tornou-se moda por terras de Donald Trump. Chegou a Portugal despercebido, mas começa a querer sair do armário como ritual urbano, de fim-de-semana, sobretudo, porque se há coisa que o brunch exige é tempo para degustar.

Para enorme felicidade desta pequena Susana que vos escreve, Braga está cada vez mais, repleta de sítios fantásticos.
Novos restaurantes, lojas, bares e galerias tomaram conta das ruas do centro histórico de Braga, portas-meias com o comércio tradicional são contributos preciosos para que a cidade tenha ficado em segundo lugar no concurso melhor destino Europeu 2019, promovido pelo European  Best Destination.
O brunch aqui tem lugar cativo, minha gente. É o sonho de qualquer foodie deste planeta! Ai, caraca!
Foi então nesse sábado soalheiro que a minha amiga decidiu entregar os convites para o seu casamento, ( #casamentos2019 continua) mas também experimentar o tão badalado Brunch do Nórdico- Não sou de hypes ou espaços da moda, sou pelos ideais "Comida de conforto + espaço acolhedor + atendimento cativante"; e. verdade seja dita, as fotografias que via no Instagram foram o convite de que precisava para sair de casa de telemóvel (para vos fotografar tudo) e com um ratinho na barriga.
Calcorreando as ruas estreitas ( muitas delas de acesso pedonal), logo surge uma oferta cosmopolita, á imagem e semelhança de outras cidades europeias! Foi na Rua do Anjo que encontrámos o Nórdico.
O espaço é como se estivéssemos no interior de uma casa de bonecas, com uma selecção de cores criteriosa, detalhes sofisticados e amorosos, serviços de loiça misturados, o que lhe dá um toque ainda mais caseiro e arrojado. Um espaço com linhas industriais, com apontamentos rústicos e com grande influencia natural. Como disse a influencia industrial é marcante,mas os pormenores que compõe o espaço são delicados e muito estéticos, procurando alguma harmonia e sofisticação no conceito!








Aqui os olhos também comem, mas são as papilas gustativas que mais fazem a festa, não fossem as nossas escolhas absolutamente deliciosas.
Na Rua do Anjo, está esta coffee shop de inspiração escandinava, que trouxe até Braga um serviço de café especializado com um cunho pessoal e individualizado. A selecção de cafés no Nórdico é de origem biológica com uma proveniência  geográfica diversificada permitindo degustar bebidas de cafés diferentes. Desde os mais clássicos expresso ou cappuccino, até cha lattes ou cafés filtrados no momento, O Nórdico oferece uma selecção alargada de bebidas de café que serão a companhia perfeita para qualquer hora do dia.

Fomos para um pequeno pátio nas traseiras ( onde os cães são bem-vindos) onde aproveitamos para por a conversa em dia.
Para a nossa mesa veio uma panquecas Cármen Miranda  com (fruta, granola, iogurte e maple syrup), uma taça de iogurte  com (iogurte, morangos, mirtilos, lascas de côco, sementes, granola e maple syrup) e para mim umas panquecas de frutos vermelhos ( mascarpone, compota e frutos vermelhos)
As doses são muito generosas mas o sabor faz-nos esquecer esse pormenor e apenas ansiar pela próxima garfada.
Na segunda vez pedimos uma Bagel de presunto ( pesto, mozzarella, tomate, presunto e rúcula), uma Bagel vegetariana ( queijo creme, pimento assado, tomate seco, cebola frita e rúcula) e uma tosta de ovos Nórdicos ( pão rústico, abacate e ovos escalfados). Para acompanhar a nossa comida todas optamos por um sumo de laranja natural.
Ambos os meus pratos estavam deliciosos e fiquei totalmente fã. Não consigo destacar um em detrimento do outro, pelo que recomendo ambos os pratos.
Com tantos pontos a favor do Nórdico, creio que este passará a ser o meu lugar de eleição na hora de marcar um bom brunch.
Recomendo mesmo se estiverem por perto, quiserem um brunch e ainda ,visitar um espaço para lá de amoroso.



















terça-feira, 11 de junho de 2019

Wall - E// Filme (2008)

Filme// Wall- E






Sustentabilidade, filosofia e sociologia numa animação infantil.
Como eu ando numa vibe de ambiente e sustentabilidade, resolvi assistir um filme de animação já lançado há algum tempo, mas que eu não tinha assistido.
Wall-E (2008) é uma animação da Disney de 97 minutos, este filme, cujo roteiro e direcção foram feitos por Andrew Stanton aborda vários aspectos interessantes.
Adoro filmes de animação. todos eles costumam ter a tal " moral da história", ou seja, eles transmitem algum tipo de mensagem principalmente para o público principal: as crianças. o filme que hoje estou a sugerir para assistirem é o Wall- E, muito interessante pois desperta o nosso modo de vida super consumista. Mas a originalidade vai além, eles conseguem falar do tão batido tema " cuidar da terra" de uma forma não somente divertida , como surpreendente.
O filme traz uma série de mensagens, pontos relativos á questão do lixo, do consumismo, das facilidades da vida moderna, tais como a alienação, comodismo, preguiça e problemas de saúde. Óptimo filme para os pais alertarem quanto á responsabilidade de cada um. e quanto ao que pode ser feito, buscando acções concretas e coerentes.Alguns pontos que devem ser falados- a responsabilidade que cada um deveria ter em relação aos resíduos que produz, a mania que temos de responsabilizar os outros pelo encaminhamento dos nossos resíduos, os problemas do sedentarismo, até que ponto as invenções tecnológicas podem ser vantajosas, e a partir de que ponto se torna num malefício, o problema da "preguiça de pensar".A Terra mostrada no inicio é bem triste: toda castanha, ela não passa de um monte de sucata, entulhos a perder de vista. Para causar ainda mais arrepios, a companhia de Wall-E, o único robô-lixeira que restou no planeta é uma barata. Mas, Wall- E é um robô diferente: ele guarda em sua " casa" uma porção de resquícios da humanidade, daquelas que nos remetem para a ideia de cápsula do tempo.
Wall-E também traz uma banda sonora primorosa ( também composta pelo mesmo de Nemo, Thomas Newman) - que vai da romântica La vie em rose ( na voz de Louis Armstrong) á linda canção Down to Earth que Peter Gabriel compôs e gravou especialmente para o filme.
Este filme traz uma discussão filosófica e pode dar um óptimo mote para conversar com as crianças sobre assuntos que vão desde, respeitar cada folha de uma planta, passando pela questão da obesidade e consumo desenfreado, até ao valor do contacto humano ( beijos, abraços, sorrisos) e olhar o que o mundo oferece á nossa volta.
A começar pelo enredo, o mundo como conhecemos acabou: o seu fim não foi causado por zumbis, alienígena ou um grande cataclismo natural. Nada disso, o que causou o Apocalipse foi lixo.
Bem, o filme é marcado pela trajectória do robô "Wall-E", movido á energia solar, e tem como função compreensar o lixo deixado por nós. Mas Wall é solitário e único no Planeta Terra, até que se torna amigo de uma "barata". De repente aquele lugar vazio é surpreendido por uma gigante nave, no qual é deixado um robô para procurar alguma forma de vida no Planeta. Wall E fica apreensivo, já que é extremamente tímido, mas é descoberto. Ele tenta estabelecer algum contacto com o robô, que se apresenta como Eva, que insiste em procurar vida , até que Wall- E fica encantado, mas com medo da agressividade ( programada) da Eva. a verdade é que é linda a paixão dos dois envolvendo- os em grandes e divertidos problemas.
Até que surgiu uma planta. Uma pequenina planta que gentilmente guarda e cuida, e que dá inicio a uma maravilhosa aventura, cheia de peripécias, terminado com o regresso de uma espécie de humanidade totalmente aburguesada, desprovida de amor- próprio, á Terra, que nunca deveriam ter abandonado.
E a estória continua... a cada novo dia, um novo começo - e vocês que estão aí sentados na nave espacial de regresso á Terra, o que pretendem fazer por ela?